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  • 20/11/2017

    Trevas, de J. Modesto [Resenha]



    Sinopse: O Sol ardente contribuía para irradiar a luz própria das igrejas da Cidade do Vaticano. Cenário ideal para uma misteriosa conversa entre o Cardeal Giglio e Sua Santidade, o Papa. Diante de um secreto dossiê, o Papa dá carta branca ao cardeal, para combater o Mal com o Mal. Perante tal contexto, não se iluda o leitor que está diante de uma mera ficção religiosa. O autor, J. Modesto reuniu neste livro suas diversas cenas de terror e suspense, e que, de forma inteligente contextualizou-as no submundo do tráfico de entorpecentes de São Paulo e Rio de Janeiro. Lugar no qual o bem e o mal, o certo e o errado, confrontam-se diariamente, mas do que se possa imaginar. Com esta mistura engenhosa de realidade e ficção, o leitor se depara frequentemente com a dúvida do que é ou não real.












     Oi gente!
    Hoje a resenha é de um livro nacional. Rufem os tambores, lustrem o chão com suco de limão, e espalhem pétalas de rosa, por que esta resenhista que vos escreve raramente lê um livro nacional.
    Maaas, vamos ao que interessa e falemos sobre Trevas, um livro de suspense, do autor J.Modesto – mesmo autor de Anhangá, A fúria do Demônio e O Vampiro de Schopenhauer –, publicado pela Giz Editorial em 2006.
    Quando escrevemos resenhas, geralmente começamos falando sobre quem pode gostar do livro em questão, e quem pode não gostar, de acordo com o perfil do leitor – isso por que nosso gosto são muito subjetivos. Eu mesma não tenho muita afinidade com livros sobre vampiros, lobisomens ou zumbis, então é de se esperar que esse livro não tenha sido do meu agrado.
    Mas vamos explicar o que não me conquistou no livro:
    Achei, logo de início a narrativa arrastada, com muitas páginas descritivas e pouca interação e ação em comparação a isso. A narrativa é em terceira pessoa, e não há somente um ponto de vista, como é comum na maioria dos livros. Tal escolha de narrativa deve ser sempre tratada com cuidado para não deixar a leitura confusa – o que foi exatamente o que aconteceu comigo, que acabei não me prendendo a nenhuma personagem em específico, e por isso na metade da leitura tive de retroceder por ter me confundido com tantos personagens, que abrangem um justiceiro, com um poder aquisitivo razoável e conhecimentos de artes marciais que o levam a ter o codinome de “Nunchako Vingador”, um empresário com uma forte ligação com o crime organizado e o tráfico de drogas que não se parece em nada com o que vemos nos nossos criminosos e mais parecia uma caricatura de gangster dos anos setenta, uma dupla de investigadores (um deles, mexicano, – por que em CSI, NCSI, Major Crimes, Desaparecidos, e séries e filmes em geral sobre policiais tem que ter mexicanos), um assassino de aluguel vindo dos morros cariocas, um cardeal italiano, um vampiro e um demônio, e nessa salada nem acrescentei os personagens secundários. Em resumo, essas foram as principais razões de eu não colocar os livros entre os meus Top 10.
    Por outro lado, sei muito bem que há leitores que não se importam com narrativas descritivas, e que gostam se narrativas com vários pontos de vista, e é notável que o autor é influenciado pelo estilo de Mary Shelley, Anne Rice e H.P. Lovecraft. – e por isso, se você gostou desses livros, vai gostar de Trevas. – um ponto pessoalmente positivo, é que o vampiro do livro não é um pretenso ícone da cultura pop adolescente – desculpe gente, mas um vampiro que brilha e sobrevive século e séculos sem sangue humano é a meu ver, contra as regras dos vampiros.

    É isso pessoal, qualquer dúvida com relação ao livro, estamos a disposição, é só deixar nos comentários.
    Até a próxima,
    Haidy.

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