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  • 06/11/2017

    Minha Lady Jane, de Cynthia Hand, Brodi Ashton e Jodi Meadows (resenha)

    Olá, leitores!

    Assim que lançou o Minha Lady Jane, fiquei curiosa para ler pois já conhecia um pouco da história de Jane Grey, a rainha dos nove dias. Mas ao contrário do que um imaginei, não é um livro histórico e sim uma fantasia com um fundo histórico, ou seja, ela usa como base os personagens e contexto para criar uma fantasia. Logo no começo da obra as autoras explicam um pouco disso:

    Preste atenção. Mexemos um pouquinho nos detalhes que pareceram insignificantes. E rearranjamos completamente os detalhes mais importantes. Alguns nomes foram trocados para proteger os inocentes (ou não tão inocentes assim, ou talvez simplesmente porque achamos que o nome em questão era péssimo e preferimos o outro nome que inventamos). E adicionamos um toque de magia para deixar as coisas mais interessantes. Então, é sério: qualquer coisa pode acontecer. (página 13)
    Foto: arquivo pessoal


    Na sociedade criada pelas autoras existem os edianos, que são seres humanos capazes de se transformar em animais. Henrique VIII era um, quando ele faleceu Eduardo, seu único filho homem assume, e resolve proteger os edianos dos verdádicos (pessoas normais que são contra eles). Porém ao se ver doente, Eduardo teme que o torno vá para Maria, que é totalmente contra os edianos. Por isso, com o auxilio de um conselheiro, ele trama que Jane Grey, sua melhor amiga e prima, assuma o trono. Para isso, ele casa Jane com um Gê, um ediano que dia é cavalo e a noite um homem normal. Assim, Jane, que já era fascinada por edianos, vivia lendo sobre eles, seria totalmente a favor. 

    Mas qual era a alternativa? Maria ainda era uma verdádica, além de uma verdadeira estraga-trazeres. Bess ainda não tinha uma opinião formada a respeito de edianos. Jane era a única escolha decente para a linha de sucessão real. (página 85)
    - Estou casando minha própria prima com um cavalo. (página 28)

    O livro é dividido em três pontos de vista: Jane, o rei Eduardo e Gê (o cavalo), acredito que cada autora tenha escrito um, visto que temos três autoras e três protagonistas. Mas é muito bem narrado que não podemos adivinhar quem escreveu qual. Sobre Jane, é encantadora, corajosa, teimosa e inteligente. Ah... ela ama ler! Logo, me apaixonei logo de casa. Tem que encarar o futuro de ser rainha e a realidade de estar casada com um cavalo. Eduardo é machista, infantil e com planos malucos. Já Gê é de dia cavalo e de noite humano, o que complica um pouco as coisas hehe. A obra também retrata personalidades conhecidas como Maria Tudor e Elizabeth I (Bess, como é chamada no livro). 
    Apesar de não ser um livro histórico a obra faz menções aos fatos, diversas vezes Ana Bolena é mencionada, senti falta de abordarem Jane Seymour, a mãe de Eduardo. O pouco de fidelidade histórica que tem me agradou muito. Porém a parte dois do livro, cuja observação das autoras é "jogamos o lado histórico pela janela" se tornou arrastada, apesar da minha curiosidade de saber se iam ou não manter o destino da verdadeira Jane, custei a terminar de ler. Vale ressaltar que as autoras pretendem criar o mesmo estilo de livro com outros personagens históricos, já estou curiosa para saber qual o próximo.
    Já leram? Gostaram? Pretendem ler? O que acharam da ideia de misturar história com fantasia? Comentem.

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