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  • 22/08/2017

    Um olhar sob a primeira pessoa em "O homem perfeito da Vanessa Bosso": defendendo a Samantha

    Olá, leitores!

    Nesta resenha comentei principalmente uma parte que me incomodou no livro "Um homem perfeito", da Vanessa Bosso,  o uso da primeira pessoa, por não termos certeza do que realmente ocorreu e sim a versão de um personagem. Vale ressaltar que também comentarei vários acontecimentos da obra, incluindo seus pontos positivos, portanto, contém muitos spoilers. Vamos lá:
    No livro, temos uma narrativa em primeira pessoa, ou seja, vemos os fatos sendo narrados pela protagonista Melina, a qual depois de dez anos e vários relacionamentos ruins retorna a Paraty, sua cidade natal. Nisso, reencontra Bernardo, o tal homem perfeito do título, um cara que ela traiu com o melhor amigo dele, o Guilherme, e se mudou sem dar satisfação. Porém, o nosso homem perfeito está noivo de Samantha, que foi quem contou da traição.

    Minha história com Samantha é de longa data. Estudávamos no mesmo colégio, com diferença de um ano. Ela estava na sala do Bernardo e, como toda garota intragável, ele era o único gente boa que conseguia aturá-la. Obviamente, ficaram amigos.
    Foto: arquivo pessoal
    Vamos à parte que me incomoda na narrativa: Samantha era amiga de Bernardo, não de Melina, logo, vendo o amigo sendo traído, resolveu contar a verdade (sim, ela só contou a verdade!) e, por isso passa a ser detonada e julgada por Melina durante todo o livro. Nossa protagonista custa a admitir que errou e joga a culpa na Samantha, eximindo também a culpa de Bernardo na história. Afinal, se os dois estão noivos (depois de dez anos, sim, se passaram dez anos e ela fica remoendo isso!), Bernardo também quis a garota.
    Continuando, com a ajuda de uma amiga, Melina bola um plano para roubar o Bernardo de Samantha: invadir sua despedida de solteiro com uma roupa provocante. Como ela consegue, Samantha surta. Vamos aos fatos: a mulher está na véspera do seu casamento, de repente uma ex maluca (que não superou perder o homem) invade a despedida de solteiro e rouba o noivo. Quem não surtaria? Eu ia pirar! Vale ressaltar que não sabemos se o sonho da vida de Samantha era casar, se é do tipo  romântica que planeja o casamento dos sonhos, se for, pior ainda.
    "Melar esse casamento" seria a minha cartada final, um tapa na cara que a derrubaria para sempre.
    Foto: arquivo pessoal

    Para finalizar, temos a única parte em que vimos o ponto de vista de Samantha na história: uma carta, mandada do hospício, na qual temos uma frase em que menciona o caso:

    Desde a infância, eu soube que vocês eram feitos um para o outro e absolutamente nada poderia mudar esse fato.
    Ela pede desculpas, não sei o porquê, talvez o trauma do hospício ou talvez algo que não sabemos na história, visto que ficamos dez anos sem saber da vida do Bernardo, e, consequentemente, do relacionamento dos dois. O que temos de fato (admitido pela própria Melina) é que ela traiu o Bernardo. Pode-se imaginar é que após ele ficar solteiro, Samantha investiu nele, estando ambos livres, não há problema, visto que quem acabou com o relacionamento dele foi a Melina ao trair com o melhor amigo.
    A obra, felizmente, possui pontos positivos. O que mais me gostei foi a ambientação da história na cidade de Paraty, a qual eu não conheço mas após ler fiquei com muita vontade de viajar para lá. Ficamos sabendo desde nomes de praias até a feira do livro local. "Um homem perfeito" é o tipo de livro que nos faz viajar sem sair de casa.
    Outro ponto foi o desenvolvimento dos personagens secundários, inclusive gostei mais deles do que dos protagonistas (Melina e Bernardo), pois são encantadores e do tipo que nos apaixonamos e torcemos para que fiquem bem ao final da história. Destaco aqui os melhores amigos de Melina: Espirito e Nauane.
    Já leram o livro? O que acham de narrativas em 1ª pessoa? O que acharam da Samantha e da Melina? Comentem.

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