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  • 28/07/2017

    Resenha - Princesa De Papel - Erin Watt



                  Senhoras e senhores falaremos hoje sobre Princesa de Papel, primeiro volume da série  Royals, romance New Adult – de Erin Watt, pseudônimo resultante da união entre Elle Kennedy e Jen Frederick, publicado aqui no Brasil pela Editora Essência.


                O fato que despertou a minha curiosidade sobre esse livro, não foi sequer sua premissa, e sim as opiniões fortemente contraditórias que ele despertou. Aqui aparentemente não existiu o “8/80”: alguns amaram, outros odiaram.
                Sinopse:

                Ella Harper é uma sobrevivente. Nunca conheceu o pai e passou a vida mudando de cidade em cidade com a mãe, uma mulher instável e problemática, acreditando que em algum momento as duas conseguiriam sair do sufoco. Mas agora a mãe morreu, e Ella está sozinha. É quando aparece Callum Royal, amigo do pai, que promete tirá-la da pobreza. A oferta parece tentadora: uma boa mesada, uma promessa de herança, uma nova vida na mansão dos Royal, onde passará a conviver com os cinco filhos de Callum. Ao chegar ao novo lar, Ella descobre que cada garoto Royal é mais atraente que o outro – e que todos a odeiam com todas as forças. Especialmente Reed, o mais sedutor, e também aquele capaz de baixar na escola o “decreto Royal” – basta uma palavra dele e a vida social da garota estará estilhaçada pelos próximos anos. Reed não a quer ali. Ele diz que ela não pertence ao mundo dos Royal. E ele pode estar certo.

                Sim – A personagem principal, Ella Harper, não é mais uma jovem entre tantas, a mãe, ganhou a vida trabalhando em clubes de strip, e Ella tomou seu lugar, com uma identidade falsa, quando esta foi diagnosticada com câncer e necessitava de tratamento. Após a morte da mãe, a garota se encontra sozinha, embora muito pouco em sua perigosa rotina tenha mudado até aparecer seu podre de rico tutor.
                Podia ser lindo, mas a mansão Royal, habitada apenas por homens, é um ambiente hostil, os garotos a odeiam, por suspeitarem da natureza do relacionamento entre seu pai, tutor de Ella, e a garota.
                O mundo dos adolescentes privilegiados se mostra bastante cruel, a beleza, o dinheiro e a reputação vêm em primeiro lugar, e, principalmente na mansão Royal, as coisas parecem decadentes, os garotos são abusivos, machistas e manipuladores. Callum Royal, o pai e tutor, não exerce nenhum tipo de boa influência, ao contrário, ele resolve suas pendências com generosos cheques e ameaças veladas.
                Os poucos adultos que aparecem são do tipo que apagam incêndios com gasolina, nem Gossip Girl chegou a esse nível de “libertinagem adolescente”. Sendo assim, eu ainda não consegui analisar muito bem meus sentimentos com relação a Princesa De Papel, por quê dentro de minha análise, Ella Harper tinha tudo para ser um ícone adolescente: A garota é uma sobrevivente, e não se contaminou pela vida desregrada a qual foi submetida, trabalhou, lutou e fugiu quando necessário, sem nunca perder o foco em seus objetivos muito realistas: terminar o ensino médio, fazer alguma faculdade e apenas viver. Uma garota assim deve ser admirada, se não fosse o que eu considerei uma contradição no enredo: Ella viveu em meio a pessoas maliciosas, manipuladoras (incluindo gangsters) e acaba se atraindo por Reed Royal – uma esponja que absorve defeitos e falhas de caráter.
                Creio que quero dizer que gostei de Ella, mas os Royals são personagens um tanto forçados, que chafurdam em uma vida de autocomiseração regada a sexo, apostas, brigas e subornos – na medida certa, seria um enredo mais do que atrativo, em exagero, a coisa toda perde a lógica. E garotas, um recado, leiam Princesa de Papel, tentem admirar Ella, como eu admiro, mas jamais romantize Reed Royal ou os seus irmãos, nunca encontrei pessoas assim, mas se vocês conhecem, apenas fujam para as montanhas. Rápida e discretamente.
                Sendo um livro sobre adolescentes que dificilmente pode ser classificado “para adolescentes”, Princesa de Papel é um livro cujo enredo pode ser melhor aproveitado por adultos, devido a sua narrativa de teor sensual, e que eu não recomendo para menores de dezoito.
                Fico por aqui, e deixo ao seu encargo somar esta história ao seu acervo, enquanto isso, fico aqui esperando pacientemente que Callum Royal tente por alguma ordem nesse galinheiro, com a continuação: Broken Prince.
                Até a próxima,

                Haidy. 

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