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  • 02/06/2017

    Anna Vestida De Sangue [Resenha]


    Sinopse: É assustador, romântico e prende a atenção do começo ao fim. O público vai se apaixonar por Anna.” — Stephenie Meyer, autora da série Crepúsculo

    Cas Lowood herdou uma vocação incomum: ele caça e mata os mortos. Seu pai fazia o mesmo antes dele, até ser barbaramente assassinado por um dos fantasmas que perseguia. Agora, armado com o misterioso punhal de seu pai, Cas viaja pelo país com sua mãe bruxa e seu gato farejador de espíritos. Juntos eles vão atrás de lendas e folclores locais, tentando rastrear os sanguinários fantasmas — e afastar distrações, como amigos e o futuro.

    Quando eles chegam a uma nova cidade em busca do fantasma que os habitantes locais chamam de Anna Vestida de Sangue, Cas espera o de sempre: perseguir, caçar, matar. Mas o que ele encontra é uma garota envolta em maldições e fúria, um espírito fascinante, como ele nunca viu. Ela ainda usa o vestido com que estava no dia em que foi brutalmente assassinada, em 1958: branco, manchado de vermelho e pingando sangue. Desde então, Anna matou todas as pessoas que ousaram entrar na casa vitoriana que ela habita. Mas, por alguma razão, ela poupou a vida de Cas. 
    Agora ele precisa desvendar diversos mistérios, entre eles: Por que Anna é tão diferente de todos os outros fantasmas que Cas já perseguiu? E o que o faz arriscar a própria vida para tentar falar com ela novamente?



              "Anna Vestida de Sangue" (Anna Dressed in Blood) – é uma ficção juvenil americana de Kendare Blake, e publicada aqui no Brasil pela Editora Verus, em 2016.
                Como já esclarecido nas primeiras linhas, o livro "Anna Vestida De Sangue" é uma ficção/aventura dirigida ao público adolescente, com uma temática muito próxima à série A Mediadora – De Meg Cabot, e à série de TV Supernatural – sobre os irmãos caçadores Dean e Sam Winchester.
                O enredo conta a história de Cas Lowood, que desde que se entende por gente não consegue passar mais de um semestre em uma mesma cidade, sempre viajando em um caminhão, com sua mãe e um gato chamado Tybalt – a razão é simples: ele tem o dever ancestral de neutralizar qualquer espírito/demônio que ameaça os vivos, e é um desses fantasmas que atrai Cas a Thunder Bay.
                Em 1958, Anna Korlov encontrou seu fim a caminho de um baile de formatura, a marca do crime brutal é um corte profundo em seu pescoço, que a fez esvair-se em sangue. Segundo as lendas urbanas, Anna não encontrou o descanso eterno, e sim voltou na forma de um fantasma sombrio, para assombrar a antiga pensão de sua família, as poucas aparições que fez desde então, assustadoras, em seu vestido de baile manchado de vermelho, lhe deram a fama: Anna Vestida De Sangue. A missão de Cas, ainda que seja cheia de riscos, em geral segue o mesmo padrão, investigações, pesquisas, feitiços e, por fim, caso a lenda se comprove verdadeira, destruir o espírito com o seu athame, que serve a sua família por gerações. Tudo isso, sozinho.
                Como eu disse logo no início, a história é atrativa para o público adolescente, mas talvez não agrade ao público mais exigente, isso devido à leveza com que o enredo se desenrola, porque apesar de Cas lutar com o sobrenatural, tais cenas não deixam o leitor em suspense ou assustado. Cas, apesar de possuir diálogos divertidos e um sarcasmo atrativo, não chega a ser um daqueles personagens que nos oferecem uma perspectiva a mais – ele tem uma missão e tem um passado sombrio – lugar-comum em romances do gênero. As interações que Cas tem com os demais adolescentes, são as de um garoto americano típico: ele é atrativo, rotulado automaticamente como bad-boy e atrai a atenção imediata das “Queen B” dos colégios e claro, a total aversão dos membros dos times de futebol. As cenas mais curiosas ficam a cargo de Thomas Sabin – um telepata, neto de bruxos, e claro da própria Anna, que hora é mostrada como uma deusa infernal e ora como uma adolescente um tanto quanto entediada. É nas investigações de Cas que podemos entender melhor Anna e suas motivações.

    Mas, ei, pelo menos teremos uma história estranha para contar:
    amor e morte, sangue e problemas com o pai. E, caramba,
    eu sou o sonho erótico de todo psiquiatra
               

                Porém, deixo aqui registrado, o livro, embora não possua um daqueles enredos inovadores, não é ruim, muito ao contrário, é uma leitura dinâmica, com cenas hilárias e com críticas ácidas a muitos ícones da cultura pop (nem Harry Potter, Smurfs e os Embalos de Sábado à Noite se salvaram). É um livro dedicado a leitores adolescentes, e, que possui uma característica que raramente podemos encontrar em um livro atualmente: ele passa pelo crivo da censura dos pais mais cuidadosos, sem cenas “quentes demais” ou violentas. Talvez surja uma perigosa curiosidade sobre o sabor dos biscoitos de anis – conhecidos como biscoitos da sorte. O que desde já não recomendo.
                Espero ter ajudado em sua busca por informações sobre esse livro e, claro, dúvidas, sugestões, deixe seu comentário.

    P.S.: É sério, biscoito de anis não é legal – recomendo gengibre, ou chocolate

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