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  • 13/04/2017

    Finalmente encontrei meu livro favorito

    Olá, leitores!

    Sempre me perguntaram qual o meu livro favorito, mas nunca tinha uma resposta formada. Sempre gostei de vários, por vezes respondi simplesmente "a saga Harry Potter", incapaz de escolher entre "Harry Potter e  o cálice de fogo" ou "Harry Potter e o enigma do príncipe", mas por ser  ela que me despertou a paixão pela leitura, não por ter o meu livro favorito nela. Uma vez me disseram que quem não tem livro favorito é porque ainda não o tinha encontrado, nisso, fiquei ansiosa, onde estaria meu livro favorito? Quando o leria?
    Sem mais delongas: esta postagem se trata da obra literária "Xeque-mate da rainha", escrita por Elizabeth Fremantle, publicada pela editora Paralela no ano de 2013 e contém 326 páginas, muito economizada por mim que não queria terminar a leitura. A obra conta a história de Katherine Parr, a sexta e última esposa do rei Henrique VIII da Inglaterra, aquela que foi viúva duas vezes antes de ser cortejada pelo rei e, quando foi  ficou apavorada ao saber do destino das rainhas anteriores:

    Divorciada, guilhotinada, morta, divorciada, guilhotinada. Esse é o histórico das ex-mulheres do meu noivo.
    A título de curiosidade vou mencionar o que ocorreu com as esposas anteriores, em ordem de casamento:

    Catherine de Aragón: o rei se divorciou dela porque já não era mais fértil por isso não poderia dar um herdeiro homem, também para se casar com Anne Bolena. Foi impedida de ver a filha, Maria, após o divorcio;
    Anne Boleyn: guilhotinada após o rei desconfiar que tinha um caso com o seu irmão (considerado incesto);
    Jane  Seymour: morreu no parto ao dar a luz ao único filho homem do rei;
    Anne de Clevis: rei se divorciou dela por não achá-la atraente, não chegou a consumar o casamento, portanto foi anulado;
    Katherine Howard: guilhotina após o rei descobrir que ela tinha um caso com o seu empregado.

    Foto: arquivo pessoal

    Como ela fará para sobreviver na corte sendo rainha? Além disso, na corte, ela se apaixona por Tomas Seymour, cunhado do rei, irmão de Jane Seymour, a única rainha a dar um filho homem ao rei. Todavia, o livro vai além de contar a história de Katherine e mostrar a rotina da corte; ele conta a história de Dorothy, ou simplesmente Dot, a fiel empregada de Katherine, vem de origem humilde, nem ler sabe e de repente está no palácio servindo a rainha da Inglaterra. A visão que Dot tem do palácio é muito interessante, porque acompanhar não só a rotina da realeza como também dos empregados no palácio é fascinante. Ainda temos Meg, a enteada de Katherine, que, após a morte do pai, fica aos cuidados da madrasta e também tem que lidar com a nova rotina e com os pretendentes, pois está na idade de se casar:

    "Mas tenho dezessete anos. A maioria das garotas bem-nascidas da minha idade está casada há dois anos e já prepara o segundo filho."
    Não posso deixar de mencionar como é retratado o rei Henrique VIII, que, nesta época, já estava com idade avançada e doente. Como os demais, é bem construído ao longo da narrativa:
    Ele está com aquela mão que parece um presunto na perna dela, e não se parece nada com o rei. É um homem velho, gordo e massudo, nem um tiquinho magnífico. Katherine parece ser sua filha ou sobrinha.

    Foto: arquivo pessoal

    É um livro cheio de detalhes, inclusive históricos, é fascinante como a autora consegue nos apresentar todas as rainhas anteriores contando a história da última, isso demostra o quanto a protagonista tem medo de ter o mesmo destino:
    Catherine de Aragón banida para acabar num castelo úmido no meio do nada, afastada até mesmo da filha. Anne Boleyn - preciso mesmo dizer?

    Apesar de se tornar meu livro favorito, não diria que irá agradar a todos, pois ele vai "jogando" os personagens, nomes dos quais eu já estava familiarizada por ter visto a série The Tudors. Vale ressaltar que há um pequeno dicionário de personagens ao final do livro. Também é um livro descritivo e denso. Está longe de ser a história de um amor proibido dentro da corte como mencionado na sinopse, aliás, nem concordo com isso, pois é a história de Katherine Parr e toda a corte de Henrique VIII, com menções a Edward, Mary e Elizabeth, os futuros rei e rainhas da Inglaterra. Então para quem tiver interesse neles, recomendo a leitura. Assim como para todos que têm interesse em história. Vale acrescentar que Elizabeth Fremantle fez toda uma pesquisa e procurou manter os fatos históricos, usando a imaginação para compor os pensamentos e personagens que não fazem parte da realeza, já que desses se tem pouco registro.
    O único defeito que posso apontar seria o uso de aspas no lugar do travessão para indicar os diálogos. Sei que ambos estão corretos, mas, por conta do travessão ser mais comum e do grande número de falas, acabei estranhando no início da leitura, no decorrer da leitura me acostumei.
    Já conhecia este livro? Gosta de romances históricos? Qual o seu livro favorito? Comente! 

    2 comentários:

    1. Olá,

      Apesar da premissa ser bem interessante, o cenário que a história é narrada não me agrada e me deixa totalmente perdido na hora de fazer a leitura. Adorei sua resenha e vou passar a dica para meus amigos que curtem histórias como essa! ♥

      → desencaixados.com

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    2. Que legal que encontrou seu livro preferido! Seria um encontro de almas gêmeas? haha
      Eu não tenho um preferido. E, sinceramente, acho que nunca vou conseguir escolher. kkkkk Sinto que estou traindo os outros. Mas, quem sabe...
      amo romances de época, e fiquei bem curiosa sobre o que vai acontecer no decorrer e desfecho da história, levando em conta esse histórico ali em cima. rs
      Dica anotada!

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