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  • 27/03/2017

    Quase Uma Rockstar, de Mattew Quick (Resenha)

    Título Original: Sorta Like A Rock Star
    Autor: Matthew Quick
    Editora: Intrínseca
    Edição: 2015

    Sinopse:
                Desde que o namorado da mãe as expulsou de casa, Amber Appleton, a mãe e o cachorro moram em um ônibus escolar. Aos dezessete anos e no segundo ano do ensino médio, Amber se autoproclama princesa da esperança e é dona de um otimismo incansável, mas quando uma tragédia faz seu mundo desabar por completo, ela não consegue mais enxergar a vida com os mesmos olhos. Será que no meio de tanta tristeza e sofrimento Amber vai recuperar a fé na vida? Com personagens cativantes e uma protagonista apaixonante, Matthew Quick constrói de forma encantadora um universo de risadas, lealdade e esperança conquistada a duras penas.

               
             



      Para que todos nós nos situemos um pouco, vamos logo de cara esclarecer que Matthew Quick é o mesmo autor de O Lado Bom Da Vida – Isso mesmo, o livro que deu origem a adaptação cinematográfica com Jennifer Lawrence, a mesma atriz de Jogos Vorazes. E já que agora  creio que todos achamos o norte na bússola, vamos lá:

              Quase Uma Rockstar conta a história de Amber Appleton, uma colegial que se encontra entre os “rejeitados” do seu colégio, e claro, os rejeitados são seus amigos, e ela realmente não vê problema nisso, pois juntos eles formam a Federação Ferrenha dos Franks. Ela possui um cachorro chamado Triplo B, e ensina Inglês através de música para mulheres norte-coreanas em uma igreja, e é voluntária em um lar de idosos. Até aí, nada que a faça tão incomum, não?
                Pois é mas há o pequeno segredo de Amber, que ela não conta a ninguém: Ela perdeu sua casa, e agora mora com a mãe em um ônibus escolar.


    Acordar no Amarelão em um horário normal não é tão ruim
    As várias janelas funcionam como cubos de luz quente que alcançam toda a parte ( … )
    Mas, nos dias de escola, temos que acordar antes do sol nascer, para que nenhum dos outros motoristas nos peguem dormindo no ônibus, o que, com certeza, faria minha mãe perder o emprego.

                Logo, ela se vira como pode, nunca saindo de sua rotina e auxiliada por Donna, uma advogada, mãe de Ricky, um dos amigos “Ferrenhos” de Amber.


    **


                A premissa da história é bem simples: uma adolescente tendo dificuldades, sem nunca desistir dos próprios objetivos e atividades, sem muitas complexidades.
                Reconheço que tive uma relação de amor e ódio com o livro e até agora depois de semanas em que o li, ainda não consigo definir o meu sentimento por ele. Creio que seria difícil explicar, é como se me oferecessem um prato a la carte que venha com algum ingrediente que eu não curto mas que eu não posso descartar, alguém já teve uma sensação assim? Acho que é parecido com isso.
                O que não posso negar, porém, é que os personagens centrais são bem desenvolvidos há outros que são certeiramente misteriosos, e o enredo é dramático ao ponto de você se sentir meio sufocado, as vezes. Mas, eu realmente revirei os olhos para algumas situações.
                Amber não é nenhuma Pollyanna, pura e contente que deseja o bem do mundo, apesar de ser voluntária e contribuir com causas da igreja coreana, e sempre ajudar os Franks, visto que são garotos que carecem de traquejo social, ela se mostra muitas vezes sarcástica demais e desnecessariamente implicante, imatura de uma maneira que eu não esperaria de um personagem com a proposta de bagagem dela.
                E há a mãe dela, um personagem que despertou em mim aquele sentimento de indignação, a mãe de Amber é irresponsável, dependente demais de relacionamentos, que ela sempre crê que é a única solução para ser salva da parca situação em que se encontram, sendo que, são justamente seus relacionamentos que as põe em situações como essa. Pois é, eu a achei inconsequente. O que provavelmente que dizer quer Mathew Quick fez um bom trabalho. Apesar de eu não ter gostado.
                Por outro lado, personagens como Donna, os “Franks”, Padre Chee, Soldado Jackson e Joe Das Antigas me fizeram bem por serem bons de uma maneira comum e com defeitos que me lembram pessoas reais.
                Donna é advogada, solteira e mãe de Ricky, fonte de exemplo e alvo de admiração por Amber, é uma mulher que, apesar de ser muito comum, por vezes mostra uma sabedoria maternal incrível, e sempre trata Amber como filha, e a orienta com carinho e firmeza, por mais que ela esteja errada. Quanto aos Franks, os mais destacados são Ricky, – que é autista –  e Ty, – que evita interações sociais – em partes dramáticas, em que Amber enfrenta problemas, eles se mostram gentis  e protetores, é curioso ver, mesmo com os demais Franks que aparecem menos na trama, o quanto ela é importante e amada.
                Posso dizer que, na verdade o que salva bastante o livro é a segunda parte, quando acontecimentos acabam forçando Amber a entender que o mundo não é um lugar para sonhadores demais. E mais uma vez, é diante desses acontecimentos que vemos o quanto ela é sortuda por ser tão amada, nessa parte, o drama é pesado, e o caminho de recuperação de Amber é escrito de forma realista e progressiva. 

                Não se atenha a sinopse, por que pelo que eu vi a maioria das pessoas que leram o livro acabaram se decepcionado justamente por esperar logo de cara a tragédia descrita na sinopse, e já vou adiantando que a primeira parte do livro é mais sobre o cotidiano de Amber, como ela se vira, com o fato de estar quase na linha da miséria e sua relação com as pessoas á sua volta. É a segunda parte que conta sobre seu drama, e seu caminho para a recuperação. E é a segunda parte que faz to do livro valer a pena.
                Dito isto, creio que é de se considerar que Quase Uma Rockstar é um livro bom. Em minha opinião, um pouco devagar, e que provavelmente não seja tão bom como O Lado Bom Da Vida.

                Em Abril deste ano, a Editora Intrínseca informou em seu site que Quase Uma Rockstar ganhará uma adaptação para os cinemas.

                E até la, a gente espera.

                Fico por aqui, e como sempre, deixem sua opinião ou dúvida.
                Até Mais


                Haidy. 

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