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  • 18/08/2016

    A maldição do tigre, de Colleen Houck (resenha)

    Olá, leitores!

    Aviso: Aqui é a Tainan, a resenha abaixo foi feita pela minha amiga, Haidy. Ela vai fazer algumas resenhas enquanto eu e a Paula estamos fazendo o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Não, não vamos abandonar vocês! O que ocorre em que em meio as leituras técnicas que estamos fazendo para o TCC, estamos lendo menos livros de literatura, consequentemente postando menos resenhas. Espero que compreendam e gostem do trabalho da Haidy.

    A maldição do tigre:

    Ficha técnica:

    Lançamento: 19/10/2011;
    Título original: Tiger's Curse;
    Tradução: Raquel Zampil;
    Número de Páginas: 352;
    Acabamento: brochura;
    ISBN: 9788580410266.

    Sinopse:

    Paixão. Destino. Lealdade. Você arriscaria tudo para salvar seu grande amor?
    Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco.
    Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele.
    O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço.
    Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.
    A maldição do tigre é o primeiro volume de uma saga fantástica e épica, que apresenta mitos hindus, lugares exóticos e personagens sedutores. Lançado originalmente como e-book, o livro de estreia de Colleen Houck ficou sete semanas no primeiro lugar da lista de mais vendidos da Amazon, entrando depois na do The New York Times.

    Créditos: Editora Arqueiro

    Pra quem curte uma história com direito a romance, aventura e um pouco de sobrenatural, no estilo “Crepúsculo” o primeiro livro da série “Tigres” não vai, de maneira alguma, decepcionar. E mesmo aos que torcem o nariz para o romance vampiresco de Meyer, posso até me arriscar a dizer que também iriam se satisfazer com as histórias de Kelsey e os irmãos Rajaram.
    Talvez Colleen Houck tenha seguido as análises de Campbell (um especialista em histórias e mitos)  ao nos apresentar a treta antes da história realmente começar e um pouco do cotidiano desesperadamente tedioso e livre de carboidratos de Kelsey. Vamos explicar:
     O antigo mito conta que: Alagan Dihren Rajaram era um príncipe herdeiro do trono do império Mujulaain, que era considerado um dos reinos mais poderosos da Índia. Nessa época, havia muitos desentendimentos com os soldados do exército de Lokesh, um Rajá de um reino chamado Bhreenam. Na esperança de que as animosidades terminassem, um casamento entre Dihren e a filha de Lokesh, Yesubai é planejado. O problema? Bem, o irmão mais novo de Dihren, o príncipe Sohan Kishan Rajaram, se apaixonou pela garota, o pior de tudo, é que ela também se apaixonou por ele.
     A história acaba mal, pois Kishan, irresponsável mente se junta a Lokesh, que promete ceder a mão de sua filha a ele caso roube o amuleto que Dihren leva consigo. No desenrolar dos acontecimentos,  Yesubai morre, assim como os irmãos Rajaram. Por consequência, o império Mujulaain desaparece aos poucos.
    Tretas matrimoniais a parte, nos tempos atuais somos apresentados a Kelsey Hayes, uma garota de dezessete anos, do Oregon, Estados Unidos. Ela precisa de um emprego e sua expectativa para o futuro não é nada glamorosa: ela vai trabalhar, juntar dinheiro e se graduar em uma faculdade comunitária no Oregon mesmo. A pouco tempo, seus pais morreram, então a Kelsey que nos é apresentada, é uma garota tímida, um tanto retraída e com alguma dificuldade de demonstrar afeto com seus irmãos adotivos. Precisando muito de emprego, e sem nenhuma boa indicação em seu currículo, a garota aceita o primeiro emprego que lhe é oferecido: cuidadora de animais de circo. Mal sabe ela que o tigre ao qual se afeiçoou, na verdade é um príncipe amaldiçoado, o vínculo entre ela e o animal se fortalece com o passar dos dias até finalmente o misterioso Sr Anik Kadam aparecer, para levar o tigre Dihren para uma reserva na Índia e solicita que Kelsey o acompanhe. O resto é história.

    Créditos: Editora Arqueiro

     Vamos aos personagens centrais:

    Kelsey como já foi dito, é órfã e com problemas de demonstração de afeição (um problema que pode afetá-la com o desenrolar da trama). Porém tem um coração abnegado e gosta de ajudar sempre que pode, se mostrando solícita e disposta a todo o momento. Em situações de perigo ou desconforto ela sempre acaba reagindo com humor negro e sarcasmo, o que em certas ocasiões nos proporciona cenas cômicas ao longo da história. Também pode ser muito pé no chão e com forte tendência a sinceridade desconfortável, é um personagem em evolução constante no enredo.

    Então, o que você é? Um homem que se tornou
    tigre ou um tigre que se transformou em homem? Ou você é
    como um lobisomem? Se me morder, eu também vou virar
    tigre?

    Dihren é o irmão protetor, inicialmente, mostrado como alguém que coloca o bem do reino ou da causa acima de sua própria vontade, em momentos tranquilos é gentil, cuidadoso e cavalheiresco (as vezes até demais). Em outras ocasiões acaba se mostrando difícil, e de gênio extremamente forte, tenta ser o mais maduro possível, mas no enredo, há ocasiões que demonstra ser extremamente jovem e orgulhoso com coisas comuns, e em certa altura, até mesmo convencido.

    Com relutância ele me soltou e eu comecei a murmurar
    comigo mesma, queixando-me de tigres, homens e besouros.
    Ele parecia muito satisfeito consigo mesmo por sobreviver a
    uma experiência de quase morte. Eu praticamente podia ouvi-lo entoando para si mesmo: "Eu triunfei. Venci. Sou um
    homem, etc. etc.” Sorri com desdém. Homens! Não importa de
    que século sejam, são todos iguais.

    Kishan é o irmão “vida loka”, também foi transformado em tigre, e ao contrário de Ren, viveu na selva todos esses 300 anos, e raramente se transforma em homem (a maldição, inicialmente os permitem ser homens por 24 minutos a cada 24 horas). Como Kelsey, tem a ironia sempre á flor da pele, e costuma ser muito mais direto nas palavras do que Ren. Não tem muita participação neste livro.

    Eu queria ver o que você estava protegendo tão
    ferozmente. Tem razão. Estou seguindo você há dois dias,
    chegando perto o bastante para ver o que está aprontando, mas
    me mantendo longe o suficiente para poder me aproximar de
    você em meus termos. Quanto a ficar aqui para ouvi-lo, não há
    nada que você tenha a dizer que possa me interessar, Murkha
    […] A menos que queira falar sobre ela(Kelsey). Estou sempre
    interessado em suas mulheres.

    Kadam:

     Só digo que, se um dia fizerem um filme dessa série (há boatos de que sim, haverá uma adaptação) quero o Ben Kingsley como sr Kadam, que foi conselheiro no império Mujulaain também está amaldiçoado, porém de forma adversa aos tigres, o misterioso amuleto de Damon, artefato de desejo de Lokesh e razão da maldição, o proporcionou longevidade e uma semi- imortalidade, assim ao longo desses 300 anos, ele auxiliou os príncipes e cuidou de seus bens (e graças a ele os irmãos são indecentemente ricos). É considerado um sábio e um pai, por Kishan e Dihren.

    Enredo:

    O livro nos apresenta várias faces da cultura indiana, suas crenças, costumes e mitologia, com descrições formidáveis das cores, e riquezas que estão sempre presentes em suas tradições. Colleen Houck não é uma escritora extensa demais em suas descrições, o que nos dá espaço para completar, à nossa maneira o cenário, dando-nos apenas os elementos básicos para isso. O mais interessante é que o enredo é extremamente dinâmico e muitas coisas acontecem o que nos livra de momentos muito extensos e chatos que alguns livros românticos geralmente tem, (esse livro é o responsável por eu ter dormido só umas três horas por noite de tanto que me distraí o lendo.) Ainda que a trama seja claramente um romance, o pano de fundo deixa tudo extremamente mais interessante, Kelsey precisa ajudar Dihren a quebrar a maldição, e para isso eles viajam pelos vários templos da misteriosa deusa Durga (também conhecida como Kali ou Parvati) uma importante deusa guerreira dos Hindus,  enfrentando feras, e monstros míticos, e conquistando como prêmio, poderes e artefatos poderosos que os ajudarão. 

    Quanto a capa página, gráfica e seus pormenores, como sempre a Arqueiro não deixou a desejar, e não há o que reclamar com relação a isso. Espero ter proporcionado uma resenha interessante, e, qualquer dúvida, basta perguntar.

    Sobre a autora da resenha, Haidy:

    Paulista, marketing em profissão e pseudo-crítica literária. Daschounds, livros, músicas e mitologia são seus amores, e isso basta. Mais do que isso, seria um rótulo, e rótulos impõem limitações.

    6 comentários:

    1. Olá, adorei a resenha, o jeito de escrever é muito casual, gostei mesmo.
      Sobre o livro, parece ser muito legal, eu já conhecia o plot e sabia que era interessante, mas só por saber a extensão dos livros, me desanima (não curto ler séries).

      Espero ver mais resenhas suas por aqui, bjs.
      Leituras & Gatices

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      Respostas
      1. Valeu!! ^^.
        Pois é, a extensão dos livros as vezes desencoraja mesmo, mas é como eu disse, a leitura é muito dinâmica, então acabamos por terminar de ler mais cedo do que o esperado.

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    2. Eu cheguei a ler o começo, cerca de uns 2 capítulos, mas depois me desinteressei :(. A resenha ficou muito bom. Beijos

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      Respostas
      1. Obrigada, Esther!
        É, talvez não seja seu tipo de literatura :/ , mas o que exatamente a desencorajou?

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    3. Adorei a resenha!!
      Minha irmã tem este livro e ela adora, mas eu ainda não li. Vontade não me falta de tanto que já ouvi falarem bem dele, mas também estou em época de TCC e o tamanho da série no momento me desanima rs. Mas depois, com certeza vou dar uma chance!
      Beijos

      www.blogleituravirtual.com

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    4. Olá, tudo bom?
      Tenho este livro a um tempinho, mas ainda não li por não ter os outros ou pelo menos a continuação. Já conhecia o enrendo e sempre ouço falarem muito bem dessa autora. Gostei muito da sua resenha Haidy, ficou muito boa.

      Beijos:*
      Escritas na Chuva

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