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  • 02/05/2016

    Memória: Foi com medo de avião

    Olá, leitores,

    Na disciplina de Escrita Criativa do curso de Letras, foi solicitado que eu produzisse uma memória, então escrevi sobre a minha primeira viagem de avião, como gostei do resultado do texto, resolvi compartilhar com vocês, espero que gostem também.

    Foi com medo de avião

    Tudo começou com uma amizade, se fossemos irmãs certamente não nos daríamos tão bem, combinávamos até no mesmo gosto musical, filmes e livros. Devido a isso, rapidamente começamos uma amizade. Na época, me questionei se era possível existir duas pessoas tão parecidas e até que ponto isso era real, afinal, não havíamos nos conhecido pessoalmente ainda. Será que se nos víssemos pessoalmente ainda seriamos tão amigas? A distância me impedia de averiguar. 
    Até que meu pai anunciou que uma empresa aérea criou uma linha direta de Criciúma à Campinas e que me daria de presente a viagem para conhecer a minha amiga. Porém, até então, nunca havia viajado sozinha e muito menos de avião. A imagem que eu tinha era aqueles veículos sofisticados, espaçosos, com janelas enormes para fazermos selfie com a calda ou pelo menos com as nuvens e aeromoças lindíssimas e elegantes, semelhante aos do filme “Voando Alto” ou “Amor e turbulência”, que com certeza minha amiga também já assistiu. Porém, o que eu encontrei foi um avião apertado, com janelas minúsculas, que certamente não dava para bater foto, mas, pelo menos, a aeromoça era bonita. 

    Fonte: Tumblr

    Tentei fingir que não estava ali, me distraindo com uma leitura, foi aí que o comandante me tirou do transe anunciando uma turbulência. “Mas é o meio de transporte mais seguro”, me diziam. Não importa, eu assisti todas as temporadas de Lost, tudo que me via na mente era a imagem do Jack em uma turbulência que o levou à ilha. Bom, se eu caísse na ilha, seguiria o cachorro, Vicent sempre está no lugar mais seguro.
    Mas não cai, pousei tranquilamente no aeroporto de Viracopos, em Campinas. Perdida, resolvi seguir as pessoas, descobri que elas estavam indo em direção a conexão, enfim, consegui me localizar. Então, iniciou-se outra aventura: encontrar a minha mala. E se fosse extraviada? Haviam várias esteiras, todas identificadas por voo, logo, achei a minha mala, peguei um carrinho para carregar a bagagem e procurei a minha amiga. Sabe como ela me identificou? Disse que eu era a com mais cara de perdida. É, moça do interior em cidade grande se perde. 
    Realmente, a amizade fortaleceu e os gostos eram parecidos, nos demos bem e parecíamos nos conhecer a muito tempo, de fato, nos conhecíamos, mas não pessoalmente. Como diz o Capital Inicial: “tudo que é bom dura pouco e não acaba cedo...”. Era a hora de voltar, voltar para o avião... 
    Ao contrário do aeroporto de Criciúma, que fica em Forquilhinha, o aeroporto de Viracopos era enorme, meu pai me instruiu a ficar no saguão e esperar mostrarem o número do voo e assim anunciarem que podem embarcar. Assim o fiz, fiquei aguardando, mas nada. Em uma determinada hora, fui chamada, pois o avião já estava ali faz tempo e não tinha embarcado. Sai correndo e consegui embarcar, era a hora de mais um momento de agonia, estava um céu escuro e com nuvens, o que dificultou a decolagem, ficamos meia hora rodeando o aeroporto, até finalmente levantar voo. 
    É vencendo o medo que vivemos novas experiências, afinal, já dizia Belchior: “Foi com medo de avião...

    Confira o conto escrito pela Paula para a mesma disciplina: Sob uma luz alaranjada

    O que acharam? Tentei dar um toque de humor, me digam se funcionou. 

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