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  • 06/05/2016

    Espada de Vidro, de Victoria Aveyard (Resenha)

    Olá, pessoal!
    Há pouco tempo fiz minha breve resenha de “A Rainha Vermelha”, o primeiro volume da série de Victoria Aveyard, e tive um pouco de dificuldade para falar do livro, pois havia lido há algum tempo. Desta vez, tendo acabado de ler o segundo volume da série, Espada de Vidro, trarei minha opinião logo após terminar a leitura. É a primeira vez que faço resenha de uma continuação, e, infelizmente, não dá para falar de “Espada de Vidro” sem contar grandes spoilers do primeiro livro (Tipo: Maven?). Portanto, esta resenha tem spoilers do livro “A Rainha Vermelha”.
    “Espada de Vidro” é uma continuação direta do primeiro livro, sem espaço de um dia ou algo do tipo. De modo que a história já segue o fluxo da primeira. Eles estão “fugindo”, estão meio confusos sobre o que vão fazer etc. Grande parte da obra segue o percurso dos personagens em busca dos sanguenovos – os vermelhos que possuem poderes como os prateados –, enquanto Mare tenta montar seu exército para combater Maven e seu reino. Comparado com o primeiro livro, este é mais “recheado” de mortes e conflitos – sejam estes entre grupos ou individuais. Além de que não há pausas para descanso nesse livro, há sempre algo acontecendo, estão lutando, se preparando para lutar, fugindo, tendo discussões, o que for...
    Fonte: arquivo pessoal.

    Primeiramente, queria comentar sobre esse título bonitinho: Espada de Vidro. Particularmente gostei dele, e estava um pouco ansiosa para ver a explicação que dariam a ele. É “espada” por ser uma arma, a Mare se considera uma, e bem forte até, enquanto que o vidro e o “estilhaçar” da frase da contracapa mostram algo que pode ser elegante, afiado, porém frágil. Faz sentido se for considerar todo o desenvolvimento da Mare ao longo dos dois livros, principalmente depois da fala da página 275 – que é a da contracapa. Contudo, no momento em que foi dito, soou apenas como mais um pico dramático da Mare. Justo após, olha o spoiler, de ela tomar a decisão de alguma coisa. Ficou fugindo desde o primeiro livro – segundo a protagonista – e daí, pronto, decidiu algo. E, não sei, quando ela toma decisões, de algum modo, espera-se que a personagem saia um pouco da linha tênue da indecisão/fragilidade. Parece óbvio, mas, se for olhar, fica estranho. Talvez eu esteja equivocada ao pensar desta forma, e, se alguém entendeu diferente, por favor, me explique. Mas eu gostei do título, ok?

    Fonte: arquivo pessoal.
    Como na resenha do primeiro livro foquei mais no lado da guerra, digo que no segundo isso se tornou muito mais evidente. Não apenas as menções ou o fato da Guarda Escarlate aparecer bem mais neste livro, mas também o fato de que a morte está muito presente. Vários personagens morrem neste livro; a maioria deles nem é “relevante” para a história, mas trazem o caráter claro de como estava o clima naquela região. As pessoas estavam morrendo, às vezes por motivos bestas. Parando para pensar nisso, me lembrei do primeiro episódio de Dr. House (que assisti recentemente), em que há uma breve conversa sobre viver ou morrer com dignidade. Como House diz, não há dignidade no morrer; pode-se apenas viver com dignidade. Olhando para o livro, para a situação de grande maioria das pessoas, não há, de fato, dignidade na morte. Muitos sequer vivem com dignidade; mas estão em guerra, esse é o propósito, pensar nesse contexto e, então, encaixar todos os elementos que a história traz. Ademais, nesta questão, e o que vem a ser importante para a história, veem-se As Medidas, que apareceram mais ao final, acho, do primeiro livro. Estas Medidas foram pronunciadas pela própria Mare, o que a faz sentir culpa por isso.

    “As Medidas tornaram a vida dos vermelhos bem difícil, pior do que nunca, levando muitos deles às florestas e fronteiras em busca de um lugar onde não fossem forçados a trabalhar até morrer ou enforcados por dar um passo em falso”. (p. 287).

    Um ponto também importante para a história é como é encarada a questão de aceitar que a morte de alguns, em compensação pela vida de outros, vale a pena – por uma causa maior, tudo pode. Isso se somando ao fato de que a autora também mostra como pessoas iguais a “Mare de antes” agiriam, pensando como ladrões, de certo modo egoístas e cruéis, na justificativa de que a situação os fez assim.

    “Não é difícil deixar pessoas morrerem quando isso garante a vida de outras pessoas” (p. 213).

    Esse contraponto de como a protagonista era, pelo que ela passou e quem ela está se tornando é algo que a autora soube abordar. Apesar de eu considerá-la meio chata e, depois do primeiro livro, ter me enjoado um pouco com a narrativa dela, não dá para negar que o desenvolvimento da Mare Barrow foi bem colocado. De uma ladra passou a fingir ser uma prateada, e, mesmo após, como um sanguenovo, ainda passou por conflitos de quem de fato ela era e a que grupo pertencia. Tudo isso não deixando de considerar que ela tem dezessete anos; embora eu ainda desgoste do drama que ela faz.

    “Não importa o que eu faça, não importa o quanto eu tente ser um deles, os sanguenovos me enxergam como algo à parte. Seja líder ou leprosa, sou sempre uma estranha. Sempre separada”. (p. 299).

    O preconceito que Mare tinha contra os prateados no primeiro livro fica claramente modificado neste segundo livro. Ao conviver com prateados, ela acaba percebendo que a diferença entre eles não é tão grande quanto ela imaginava. E aqui me questiono se seria intenção da própria autora, desde o início, fazer menção à questão do preconceito; porque não dá para evitar pensar que essa divisão do livro é tanto social quanto “racial”. Afinal, pelo menos do que me lembro, todos os prateados possuem a pele clara; mesmo o ruborizar deles é deixá-los mais pálidos. Enquanto que Mare é descrita como tendo pele, olhos e cabelos castanhos.
     “Antes, eu acreditava que o sangue era tudo no mundo, a diferença entre a luz e a escuridão, uma divisão irrevogável e instransponível. Tornava os prateados poderosos, frios e brutais, desumanos até, quando comparados aos meus irmãos vermelhos. Mas pessoas como Cal, Julian e até mesmo Lucas me mostraram como eu estava errada. Os prateados são humanos como nós, cheios dos mesmos medos e esperanças. Não estão livres do pecado, mas também não estamos. Nem eu estou”. (p. 281)

    Mas o que fez Mare conviver com eles também foi justamente o que a tornou como eles; descobrindo e percebendo o poder que ela tem, surge certo prevalecimento de quem detém o poder perante os que não o tem. E isso aparece mais nitidamente quando ela se refere a seu amigo Kilorn.

    “Meu poder é meu bem mais precioso, ainda que me separe das outras pessoas. Mas por poder, pelo meu próprio poder, é um preço que estou disposta a pagar” (p. 77).

    Num geral, os personagens foram bem desenvolvidos, mas, como no primeiro livro, acho que isso seria ainda mais interessante se visto em terceira pessoa. Por exemplo, personagens como o Kilorn, a Farley ou o Cal poderiam ser mais explorados. Acho que gostaria mais disso do que os conflitos internos da Mare, que, devido ao que aconteceu no primeiro livro, passa a não confiar em ninguém, por vezes nem em si mesma.
    Fonte: arquivo pessoal.
    Não estava muito esperançosa com esse livro, e talvez por isso minha nota a ele tenha sido boa, porque a autora conseguiu manter um nível na série. Mas ainda achei que algumas coisas ficaram estranhas. Apesar disso, e talvez porque estou um pouco enjoada da narrativa da Mare – e, portanto, ler mais 400 ou 500 páginas disso parece complicado –, de fato, como o primeiro livro, o segundo deixou espaço para uma baita curiosidade quanto ao terceiro livro, que tem previsão para o ano que vem. E a grande questão é: Quem serão os mortos nos próximos dois livros?
    Apesar de a minha opinião não ser muito positiva quanto à série num geral, porque a meu ver é adolescente demais, acho que é uma história tranquila de se ler. A narrativa é simples, bem fluída, sem muitas descrições, além de que os diálogos são próximos à linguagem do dia a dia, isso é, há um tom de informalidade.

    Para quem gosta desse estilo de história, e de narrativa, recomendo a leitura. Enfim, essa é só a minha visão do livro. E vocês? Já o leram? =)

    8 comentários:

    1. Não li os livros ainda, mas parece que são bem legais e cada livro que passa as coisas ficam mais intensas né?

      Beijos:*

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      1. Olá, Dani! =)
        Sim, a cada livro a situação vai se intensificando~
        Tem seus prós e contras, como todo livro, mas, num geral, são legais sim~ ^^

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    2. Não conhecia nenhum dos livros porque não é tão o estilo que eu costumo ler, mas confesso que a resenha deixa a gente com uma vontade de ler, e essa capa é maravilhosa!

      ~ http://www.umdiarioquasenormal.com *-*

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      1. Olá! =)
        Sim, a capa é linda~ *-*
        Fico contente que a resenha tenha esse efeito~ XD
        Bem, é um bom livro para diferenciar um pouco. Apesar de que realmente depende do gosto de cada um.
        Mas, caso o leia, comente o que achou. ^^

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    3. Não conhecia este livro...Fiquei curioso com a resenha, achei bacana a parte de se sacrificar pelos outros por de algo maior...me fez refletir! Parabéns pelo blog, beijos!

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      1. Olá! =)
        Pois é, esse ponto é bem interessante, até porque pode entrar nessa questão os desejos individuais, colocando em conflito o individual e o coletivo. Será que vale deixar o pessoal influenciar no bem maior?~
        Obrigada!

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    4. Olá! todo mundo fala muito bem desse livro, eu quero muito comprar o primeiro volume, mas ainda ta caro sabe? eu compro livros no submarino e o frete não compensa =/ mas a resenha me deixou louca pelo primeiro, tipo preciso ler agora! kkkk
      Beijos!
      http://leitoraemsagas.blogspot.com.br/

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      1. Olá, Luciana! =)
        Pois é, é meio carinho mesmo. =\
        Eu gosto de comprar no submarino em maiores quantidades de livros por vez, parece que compensa mais. x)
        XD
        Espero que a leitura não decepcione~

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