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  • 08/04/2016

    Poema: Carolina

    Olá, leitores,

    Estavam com saudades dos poemas aqui no blog? Hoje, trago um soneto que o Machado de Assis escreveu em homenagem a esposa quando ela faleceu.

    Carolina

    Querida, ao pé do leito derradeiro
    Em que descansas dessa longa vida,
    Aqui venho e virei, pobre querida,
    Trazer-te o coração do companheiro.

    Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
    Que, a despeito de toda a humana lida,
    Fez a nossa existência apetecida
    E num recanto pôs o mundo inteiro.

    Trago-te flores - restos arrancados
    Da terra que nos viu passar unidos
    E ora mortos nos deixa e separados.

    Que eu, se tenho nos olhos malferidos
    Pensamentos de vida formulados,
    São pensamentos idos e vividos.

    O que acharam do poema? Gostaram?

    3 comentários:

    1. Olá, Tainan! Li esse poema pela primeira vez em um livro chamado "Antologia de Antologias", que reúne poemas dos principais poetas brasileiros. É um livro muito bom, que já li duas vezes, e pretendo algum dia comprar para mim. Acho esse poema muito triste, mas ao mesmo tempo bonito, e adoro.

      Vim avisar que te indiquei na TAG "Livros Opostos", lá no Loucura Por Leituras Você pode conferir as perguntas pelo link: http://loucura-por-leituras.blogspot.com.br/2016/04/tag-livros-opostos.html

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      Respostas
      1. Não conheço esse livro, vou pesquisar para conhecer, mas pelo que você falou, parece bom, adoro poemas brasileiros. Concordo com você: é belo e triste.

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    2. Estava aqui procurando uma enquete para responder, mas esse poema me fez parar e comentar o post.
      Sou apaixonada por poemas, mas confesso que nunca havia lido os do Machado de Assis.
      Amei!!!

      ResponderExcluir

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