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  • 27/04/2016

    A Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard (Resenha)


    Olá, pessoal!

    Às vezes, falando de algum livro lido há meses, acho ser comum se esquecer de alguns detalhes, embora lembre o principal. A não ser, claro, que a pessoa tenha uma memória impressionantemente boa. E “A Rainha Vermelha” é um desses livros que li há algum tempo e, relembrando-o, tento resenhá-lo. Admito que não é fácil resenhar algo de tanto tempo atrás, parece que algumas impressões do momento da leitura já estão distantes o suficiente para que eu as distorça um pouquinho. Já li uns bons dez livros mais ou menos após esta obra da Victoria Aveyard, e acho, agora, muito mais fácil comentar dos livros do H. G. Wells, por exemplo. Apesar disso, de o ter lido em janeiro, e, portanto, não poder passar a impressão que tive, de fato, durante a leitura e ao finalizá-la, tentarei fazer um apanhado geral sobre o livro.

    Fonte: Arquivo Pessoal
    Um primeiro comentário é quanto à edição da Editora Seguinte, que ficou linda, uma capa com relevo e página de abertura desenhada. Apesar de ter 419 páginas e parecer grandinho, a leitura é super-rápida, em dois dias de leitura dá para finalizá-lo. A linguagem é simples, principalmente considerando que a narradora é uma jovem. Isso é, a narração é em primeira pessoa, o que é muito interessante, mas que, ao lhe permitir  apenas a visão da Mare – a protagonista – acaba limitando a visão da situação num geral. A história possui dois grupos totalmente diferentes – os de sangue vermelho e os de sangue prateado – e, só no fato de ser uma narrativa de uma garota de sangue vermelho, já dá para ver o quanto isso pode limitar a visão do contexto histórico-social da obra. Mesmo nas intrigas, só temos a visão dela.


    Um ponto interessante da obra é que a autora conseguiu expor o contexto político da sociedade em questão. Por ser uma distopia, já se espera como será, e nesse caso têm-se os de sangue vermelho – o proletariado, sem poderes e obrigados a obedecerem aos prateados – e os prateados, os “nobres”, que possuem diferentes poderes que quase os tornam “deuses”. E, além disso, há o contexto da guerra, em que todos os vermelhos com mais de 18 sem algum ofício são obrigados a ir.

    Um personagem interessante na história, pelo menos com certa ênfase no começo dela, é a irmã de Mare, Gisa. Ela trabalha para os prateados, o que lhe dá uma boa perspectiva do que pode ser no futuro, ao contrário de Mare, que passa os dias roubando outras pessoas para ajudar a família de seu próprio modo – o que não é bem visto pela família.

    “Assim que deixar de ser aprendiz, ela poderá abrir sua própria loja. Prateados virão de todo lugar para comprar lencinhos, bandeiras e roupas. Gisa conquistará o que poucos vermelhos têm e viverá bem. Ela cuidará dos nossos pais e contratará meus irmãos e eu como ajudantes para nos tirar da guerra. Um dia Gisa nos salvará apenas com uma linha e uma agulha” (p. 19)

    Contudo, alguns acontecimentos destroem essa perspectiva de futuro da família. Mas, curiosamente, logo em seguida ela consegue um emprego no palácio real. E então surge o grande enredo da história, pois na frente de toda a nobreza ela descobre ter poderes como os prateados. De certo modo, é a partir daqui que a história realmente se desenvolve; em que ela precisa começar a conviver com os prateados, o que a faz conhecer parte da visão deles da sociedade – também eles possuem seus problemas.

    Muitos personagens aparecerem, tanto prateados quanto vermelhos, inclusive há um grupo de rebelião. Tudo envolto numa questão política e econômica. E, o que não é surpresa, os prateados possuem entre si a rivalidade pelo poder. Num geral, os personagens foram bem desenvolvidos. Contudo, particularmente, gostaria de ver essa história por uma visão mais imparcial de narrador em 3ª pessoa.

    Fonte: Arquivo pessoal.

    Apesar do que comentam do livro, é uma obra interessante, não deixando de considerar que é um livro mais voltado ao público adolescente. Talvez por não ter lido outras séries como “A seleção” ou “Jogos Vorazes”, não me incomodei com a repetição de ideias – por exemplo, há uma seleção para escolher a nova rainha, mas aqui há toda uma questão de escolher a moça mais forte para que o herdeiro ao trono seja o filho mais forte de todos – no caso, há uma espécie de demonstração pública dos próprios poderes para a seleção.

    Enfim, ao final da obra, realmente fica uma curiosidade sobre o que acontecerá no próximo livro – admito que o final me surpreendeu. Mas, de algum modo, fiquei com a dúvida de se ela conseguirá deixar o livro ao mesmo nível deste primeiro ou se decairá um pouquinho. Mas isso são expectativas quanto ao próximo livro, “Espada de vidro”.

    E aí? Já leram ou pretendem ler? O que acharam da obra?

    8 comentários:

    1. Olá Paula!
      Parabéns pela resenha. Realmente é bem complicado escrever sobre um livro que já lemos faz tempo, mas você conseguiu escrever bem!
      Eu já li "A Rainha Vermelha" e achei interessante, mas não me encantou tanto se comparado à outras séries que já li. Quem leu o segundo foi minha irmã e ela disse que também é muito bom!
      Beijos
      http://www.blogleituravirtual.com/

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      1. Olá, Marina! =)
        Obrigada. ^^
        Acho que te entendo, eu estava bem na dúvida se continuava a ler a série ou não. Realmente não é meu tipo de livro prefiro, mas como disseste, é interessante. =)
        Bom, surgiu a oportunidade e estou lendo a continuação; e, bem, está interessante~ x)
        Ainda estou na metade de Espada de Vidro, mas que bom saber que o livro é bom! XD

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    2. Olá!
      Eu não consigo lembrar de tantos detalhes assim de livros que li há um tempinho, se não sentar e escrever sobre no máximo uns dias depois, já era...rs
      Eu amei esse livro, e também li super rápido, realmente a grossura do livro assusta, mas a autora escreve tão bem que quando percebemos, já acabamos a leitura!

      Parabéns pela resenha.

      Beijos, Bá.
      http://cafecomlivrosblog.blogspot.com.br

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      1. Olá, Bárbara! ^^
        De fato, é muito difícil escrever sobre um livro tempos depois de lê-lo. Agora que estou lendo a continuação de A Rainha Vermelha fico percebendo os detalhes que já me esqueci da história.
        Pois é, o tamanho do livro me fez pensar que levaria dias para lê-lo, mas, como dizem: "As aparências enganam"~ xD

        Obrigada! =)

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    3. Quero ler A Rainha Vermelha desde que vi a capa, e depois que conheci mais da história, fiquei mais curiosa ainda!! Adorei a resenha!

      Beijos,
      www.notavelleitura.blogspot.com

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      1. Olá! =)
        A capa é linda mesmo~ *-*
        Se gostas desse tipo de história podes gostar do livro, é interessante~ ^^

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    4. Eu comecei a ler esse livro e ele não me chamou a atenção. Tá, as primeiras páginas de um livro nem sempre são interessantes :p
      Eu já vi muitas resenhas e até gostei da sinopse, mas sempre prolongo a compra dele. Vou aproveitar que já foram lançados os três da série (me corrija se eu estiver errada) e, quem sabe, me aventurar por ele :)
      Amei a resenha <3 beijos.
      http://memorialices.blogspot.com.br/

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      1. Olá! =)
        Verdade, nem todo livro começa interessante. E esse livro é do tipo que fica interessante depois das primeiras páginas. =P
        Sim, já foram lançados três livros. "A Rainha Vermelha", que é o primeiro. "Espada de Vidro", que é o segundo. E "Coroa Cruel", que são dois contos, acho que esse fica como um 1.2. Mas está previsto que lancem mais dois livros a partir do ano que vem. =)
        Fico contente que gostou~
        Espero que aproveite a leitura. ^^

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