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  • 04/11/2015

    A morte e os seis mosqueteiros (resenha)

    Olá leitores,

    "A morte e os seis mosqueteiros" é um drama escrito por Anatole Jelihovschi, publicado pela editora Jaguatirica em 2014 e contém 140 páginas. A obra é narrada em primeira pessoa por Zequinha, o qual relata sua vida na favela. Quando novo, a rotina na favela não passava de uma brincadeira para ele e seus amigos, intitulados "os seis mosqueteiros". Porém, já na vida adulta, ele consegue enxergar a rotina de crimes e perigos.

    Foto: arquivo pessoal


    Éramos seus moleques que andavam sempre juntos. Eu, Juca Pelo de Burro, João Mocotó, Zé Grande (eu era o Zé Pequeno ou Zequinha), Batata e Meia Noite. A gente aprontava de tudo. Soltava pipa, jogava bola, roubava, ia à praia e entrava nos trens pela janela. 
    Conforme o tempo passa, Zequinha acaba se distanciando dos amigos de infância. Quando  os reencontra, descobre que eles se tornaram criminosos. Inclusive tentam persuadi-lo para seguir o mesmo caminho. Contudo, ele sonha em estudar, trabalhar e sair da favela onde vive. Nesse ponto, é interessante observar aquela teoria do determinismo do meio, será que nascemos com essa personalidade feita ou somos moldados de acordo com a cultura presente na sociedade em que vivemos?

    Anoitecia com um brilho trêmulo no ar, como se nada à volta fosse sólido, tudo enfumaçado, um cheiro insuportável de álcool rançoso, comida estragada, e aquelas bocas desdentadas rindo e catando lixo para comer.
    A narrativa é formada por frases curtas e simples, o que nos passa uma impressão de que o narrador conversa com o leitor. Vale ressaltar que em determinados momentos temos o protagonista relembrando cenas de sua infância.
    É uma obra extremamente pesada, pois retrata temas como pedofilia, morte, tiroteios e pobreza. Claro, nada que não exista na vida real, todavia, ler alguém relatando isso, foi um choque de realidade. A narrativa sendo linear e em primeira pessoa me deu medo do que vinha em frente pela obra, logo, minha leitura foi lenta. Conclui-se que a obra é tão boa que é capaz de despertar sentimentos no leitor, tal como o medo que eu tive. 

    Esse livro foi cedido pela editora (obrigada!) para uma Booktour. Confira a resenha da Helena aqui. Próximos blogs a receber o livro e resenhar:


    Vocês gostam desse tipo de livro? Se interessaram pela leitura? Comentem. 

    6 comentários:

    1. Muito boa sua resenha, Tainan. Realmente é um livro que desperta muitas sensações no leitor. Eu, particularmente, me senti agoniada com a situação do Zequinha.

      Beijinhos, Hel.
      leiturasegatices.blogspot.com.br

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      Respostas
      1. Eu já senti medo do que vinha pela frente, mas isso que faz a obra ser boa.

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    2. Oie Tainan!! Tinha visto seu post anterior sobre o livro e fiquei esperando a resenha. Acho que livros assim sempre são bem vindos, e principalmente o choque de realidade!! Me interessei muito por ele, e adorei sua resenha.

      Beijos
      www.notavelleitura.blogspot.com

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      Respostas
      1. Ai que bom, a minha estrategia de anunciar a bookyour tem dado certo :D
        Sim, livros realistas são válidos. Que bom que gostou :D

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    3. não conhecia esse livro, mas sua resenha fez despertar uma curiosidade para ler, sua resenha foi ótima, bem resumida e com detalhes riquíssimos, adorei e amei o blog !
      beijos!
      www.mahmourao.blogspot.com.br

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    4. Muito obrigada, são comentários como esse que me animam a continuar publicando resenhas aqui :D

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