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  • 01/07/2015

    O vôo do gato, de Abel Prieto (resenha)

    Olá, pessoal!

    Essa é a minha primeira postagem aqui. Me chamo Paula e sou colega de faculdade da Tainan, além de ser a pessoa superchata com revisão que corrigi os textos aqui do blog – isso é, se virem erros, reclamem comigo. Então, sou a nova colaboradora do “Eu curto Literatura”, e provavelmente vocês verão algumas resenhas de livros mais dramáticos por aqui, já que adoro drama e coisas do gênero. Minha primeira resenha será de um livro de Abel Prieto. Espero que gostem.

    Com diversas referências a livros clássicos, metáforas diversas e uma narração fantástica, o livro “O vôo do gato” traz reflexões impressionantes sobre a ação do tempo nas pessoas e como a amizade perdura frente às dificuldades. Fora inicialmente publicado em 1999, sob o título de El vuelo del gato, e lançado em 2006 pela Editora Record, com tradução de Elizabeth Carvalho. (Convém levar em consideração que, por ser do ano de 2006, não está de acordo com a nova ortografia).

    Fonte: Saraiva
    Um jogo de basquete, a disputa entre dois amigos diferentes “não apenas nas estruturas corporais e espirituais de um e outro, mas na própria forma de ocuparem o espaço, o tempo e a própria cubanidade”. Assim começa o romance do ministro da Cultura de Cuba Abel Prieto, centrado na figura sóbria de Marco Aurelio e no seu oposto, Freddy Mamoncillo, que narra as desventuras de uma “Turma” que discutia música pop, estudava Allan Kardec e fazia do xadrez — uma mania nacional — terreno para as mais variadas metáforas sobre as personalidades dos jogadores.
    [...] o mais importante é perceber como este grupo “reservado, intimista, crepuscular” de amigos tenta, de todas as formas, superar as perdas e frustrações corrosivas trazidas pelo tempo. A tentativa de um reencontro na década de 1990, trinta anos depois do idealismo e da esperança dos anos 60, é a prova de que vale sempre a pena tentar resgatar um passado de alegria e felicidade — mesmo que os cabelos (se ainda existirem) e as cinturas não sejam os mesmos.

    Embora escrito em primeira pessoa, o foco do livro são dois personagens diversos, o estoico Marco Aurelio Escobedo e o nada estoico Godofredo Laferté, apelidado de Freddy Mamoncillo. Logo no início somos levados a observar a diferença marcante entre os personagens e conhecer a amizade que os unia desde o tempo de escola. Marco Aurelio, por possuir o nome de um imperador filósofo romano, é muitas vezes chamado no livro com o vocativo “o Pequeno”, ou “o Nosso”. Sua característica marcante é seu “olho ruim”, o qual é referenciado em muitas partes do livro, em que o narrador destaca o caminho que os diferentes olhos de Marco Aurelio faziam. Já Mamoncillo, assim chamado devido a uma fruta de mesmo nome, é o personagem a qual se faz alusão ao gato voador, um personagem híbrido e intrigante.

    O Pequeno terminou abruptamente sua dissertação e passeou o olho bom pela platéia, enquanto o olho ruim descia para dar uma descansada. Estava um pouco aturdido, tinha falado muito. (p. 181)

    No decorrer do livro, vê-se que algumas palavras foram escritas com as letras iniciais maiúsculas, como Culpa, Atraso e Insônia, para dar ênfase às questões as quais remetem. Sendo que trazem grande reflexão acerca das personalidades, das ações feitas e da evolução (ou não) humana. O autor também utiliza da divisão entre Alma Racional, Alma Animal e Corpo, de modo a enfatizar os caráteres do ser humano. Essas são questões sem as quais o livro não seria – em minha opinião – a obra prima que é, pois remetem aos personagens e a vida de modo a criticar – não apenas no caráter negativo da palavra – as ações que fazemos, os sentimentos que nos movem e como o tempo age sobre a vida na Terra.

    Quando ingressamos na “faculdade”, era como a chamavam, o Pequeno e eu imaginávamos estar sob a proteção das nove musas e da sábia coruja Minerva, das ciências, da leitura e da Insônia fecunda. Logo descobrimos que ali moravam também os demônios menores da noite, os duendes malignos, os trasgos, os roedores e também as alimañas inesperadas. Até mesmo nossa amizade, último reduto espiritual, foi abalada pelas tensões que agitavam a “faculdade” e pelas discrepâncias e conflitos entre suas “escolas”. (p. 57)

    O livro relata acontecimentos do período em que eram adolescentes até o momento em que se tornam adultos e formam suas famílias, contudo, não segue uma trajetória linear. Como o próprio narrador comenta, o livro só pôde surgir devido a uma reunião que os uniu nos anos 90. Em outras palavras, é um relato, uma série de memórias e, como tais, seguem um fluxo de narrativa do autor, alterando entre a época da adolescência e da fase adulta.
    A história de “O vôo do gato” é um misto de drama, amizade e romance. Há várias referências a músicas no decorrer do livro, sendo uma, em específico, no capítulo final, sugerida para que se ouça durante a leitura. O final do livro é perfeito, e a música sugerida apenas enfatiza isso. Se o livro tivesse uma continuação, eu com certeza leria.

    Enfim, mesmo sem entender algumas das referências do livro, o achei incrível, e recomendo a leitura a todos que gostam de um pouco de drama. E aí? Se interessaram?

    6 comentários:

    1. Claro que me interessei! hahha
      Gostei mt da resenha, dos tópicos que o livro aborda, e o título definitivamente chamou minha atençaõ.

      beijão

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      1. Que bom! *-*
        Espero que, caso leia, goste também! =D
        O livro é muito bom!~

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    2. Oi, Paula!
      Não conhecia esse livro, mas com certeza é do tipo que eu gosto, tanto da premissa como dos temas abordados. Gostei muito de sua resenha e indicação.

      Beijos.
      livrosdawis.blogspot.com.br

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      1. Oi! =)
        É, não é um livro muito conhecido. Eu fui conhecer quando fiz uma compra no Submarino (fui pelo preço, paguei R$ 3,90~).
        Sim, os temas são muito bons! É uma pena que ele não tenha escrito outro livro. =\
        Espero que goste do livro também, caso o leia! *-*

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    3. Paulinha, que fofa! Primeira postagem! Seu texto está perfeito, não tem nenhum erro ortográfico - louca da revisão aqui -. Adorei sua resenha, o livro parece ser super legal, eu lembro de vê-la lendo.

      *.*
      Bjs

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      1. Oi! Pois é, primeira postagem. >.<
        Obrigada! *-*
        E é mesmo! Vale a pena ler. =D
        Abraços.

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