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  • 06/04/2015

    A Bolsa Amarela (resenha)

    Olá leitores,

    A Bolsa Amarela é um livro infantil, o qual tive que ler em função da faculdade e gostei muito, portanto, trouxe a resenha. A obra foi escrita pela Lygia Bojunga, publicada no ano de 2011 na editora Casa Lygia Bojunga (é uma editora da autora) e o exemplar que li está na sua 35ª edição e contém 135 páginas e é ilustrado.
    O livro é narrado em primeira pessoa por Raquel, a protagonista, uma menina que por ter irmãs acaba sendo ignorada pelos pais.

    Foto: arquivo pessoal. O livro tem uma etiqueta branca porque peguei emprestado na biblioteca

    Além disso, Raquel possui três vontades, porém, como os adultos sempre riem dela, acaba reprimindo elas:

    Nem seu qual das três enrola mais. Às vezes acho que é a vontade de crescer de uma vez e deixar de ser criança. Outra hora acho que é a vontade de ter nascido garoto em vez de menina. Mas hoje estou achando que é a vontade de escrever.
    Por ter vontade de escrever e ser deixada de lado, ela cria amigos imaginários e escreve para eles. Porém, sempre que os adultos descobrem, riem dela.
    Um dia, uma tia rica deu roupas usadas para a família, como sempre, nunca dava nada para a Raquel, até porque são roupas de adulto. Nessa sacola de roupa estava a bolsa amarela, que por ser feia, acabou sobrando, logo, Raquel tomou posse da bolsa amarela:

    A bolsa tinha sete filhos! (Eu sempre achei que bolso de bolsa é filho da bolsa)
    Então a menina começa a juntar coisas e vai guardando na bolsa amarela. Tudo que ela junta tem uma história e vida, imaginada por ela. A confusão começa quando aparece o Rei, um galo que cansou de ser rei do galinheiro e fugiu, por isso, resolveu se esconder na bolsa amarela. 
    Nesse livro é possível notar e entrar no mundo da criança, a qual possui imaginação fértil. 
    Também é notável a reflexão que a autora nos traz com a obra: quantas vezes rimos de uma criança? Quantas vezes ignoramos as vontades dela? Quantas vezes dizemos que ela não pode fazer algo simplesmente porque é criança?
    Por isso recomendo essa leitura para todas as idades, tanto crianças como adultos como eu. 
    É uma linguagem bem simples como uma fala de uma criança. é um livro extremamente criativo e que nos faz rir das enrascadas que a Raquel se mete com aquela bolsa e os inúmeros objetos com vida que tem dentro dela.
    Vocês já leram esse livro? Gostaram? Pretendem ler? Costumam ler livros infantis? Comentem.

    11 comentários:

    1. Oi Tainan,
      Não costumo ler livros infantis, mas gostei da premissa deste. É verdade, às vezes não damos importância para as crianças e isso é horrível. Gostei da dica!
      Beijos,

      http://versosenotas.blogspot.com.br/

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      1. Eu também não costumo ler muito, mas estou fazendo a disciplina de literatura infantil e juvenil na faculdade, então estou tendo que ler e estou gostando bastante.

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    2. Olá Tainan! Já tinha ouvido falar algo sobre esse livro, mas nada tão esclarecedor com essa resenha. Deve ser um livro muito interessante, apesar de ser infantil. Beijos!
      http://cafeliterari-o.blogspot.com/

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      1. É muito interessante mesmo, pois faz a gente refletir, recomendo para crianças e adultos como eu.

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      2. Nas histórias infantis se esconde o mundo adulto.
        Li em 1980 um livro onde se descobre isso.
        É de uma escritora inglesa:
        Complexo de Cinderala é o nome do livro.
        Yara Maria.

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    3. Amo demais esse livro, eu tenho e li várias vezes durante a infância. A Raquel é mesmo muito criativa (o que a gente percebe depois que cresce, pois, para quem é criança, as situações do livro são simplesmente normais). Adoro as aventuras com o galo, o guarda-chuva e os demais itens da bolsa, que acabam sendo os companheiros da Raquel, já que os adultos não ligam pra ela. Parabéns pela resenha, foi uma grande surpresa encontrar esse livro aqui <3
      http://thaisnacidade.blogspot.com/

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      1. Gostaria de ter lido ele na infância Thaís, se eu tiver um filho, lerei para ele com certeza.
        Realmente é muito divertido as aventuras dela com os objetos.

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    4. Oi Tainan,
      Vi seu post por acaso no G+.
      Esse é o meu livro preferido da infância. Que bom relembrá-lo.
      Foi ele quem me tornou a leitora que sou hoje.
      Adorei a resenha.
      bjs,
      Luana
      www.blogmundodetinta.blogspot.com

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      1. Queria ter lido ele na infância, se um dia ter filhos lerei :D

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    5. Oi Taina, boa tarde

      Minha filha tem 9 anos e escolheu esse livro para ganhar de presente num amigo secreto, que irá participar. E para incentivar a leitura acabei sugerindo como presente, já que foi a escolha dela...
      Depois vieram as considerações: Se eu já tinha lido esse livro, pois uma das coisas que incomodou foi um dos desejos da Rachel, a personagem, " reprimir a vontade de ter nascido garoto em vez de menina .. . A partir dessa revelação - por si mesma uma contestação à estrutura familiar tradicional em cujo meio "criança não tem vontade" ", gostaria de saber como desenrolou essa parte?

      Atenciosamente,

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      Respostas
      1. Não desenrolou em nada. Mas é uma coisa bem inocente, ela quer ser menino porque os pais não deixam jogar futebol e brincar na lama.

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