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  • 29/05/2017

    As narrativas mais criativas dos livros

    Olá, leitores!

    A narrativa é uma parte muito importante de um livro e deve ser bem pensada na hora de escrever a obra: em 1ª ou 3ª pessoa? Por quê? Quando bem feita a narrativa conquista o leitor, já uma não tão boa pode afastá-lo. No presente post, vim mostrar algumas narrativas que me chamam atenção por serem bem distintas das demais, algumas ficaram famosas por isso,  elas vão além de apenas optar pela 1ª ou 3ª pessoa, tem um "Q" a mais que me fazem ficar com vontade de ler.

    Créditos: do autor

    A menina que roubava livros (Markus Zusak):

    Um dos pontos mais altos da obra, em minha opinião é o fato de ser narrado pela Morte, que descreve a história dando sua opinião como se fosse uma pessoa. Ela comenta desde seus encontros com a menina (situações que a protagonista viu a morte de perto) até como é levar a alma das pessoas.


    Memórias póstumas de Bras Cubas (Machado de Assis):

    Machado inovou muito na época ao colocar Brás Cubas contando a história de sua própria vida só que começando pela morte e indo para a juventude. Menção honrosa para "Dom Casmurro" que até hoje não sabemos se Capitu traiu ou não Bentinho por conta da narrativa.

    O grande Gatsby (F. Scott Fitzgerald):

    Outro clássico da lista. Um dos pontos que me chama atenção, fazendo que a obra esteja na minha lista de próximas leituras é a narrativa, em 3ª pessoa por  Nick Carraway, que não é um personagem importante para o desenvolvimento da trama apesar de ter o papel de narrador. Ele é vizinho do Gatsby, nosso protagonista, e narra tudo que observa da janela e o que as pessoas que frequentam as festas relatam para ele. Já pensou se uma vizinha resolve narrar minha vida? Até que ponto se relata desse modo o que de fato ocorre? Fica a reflexão.

    A garota no trem (Paula Hawkins):

    Agora abordando um livro mais recente, a garota no trem conta a história de Rachel que todos os dias pega o mesmo trem e fica imaginando a vida das pessoas que moram naquela paisagem corriqueira de sua rotina, inclusive costuma inventar nomes para aquelas pessoas. Até que um dia ela presencia um acidente e no dia seguinte descobre que a moradora da casa está desaparecida. Achei a ideia de ver a história inicialmente através de um trem distinta e genial, combinada com mistério então... Chama muito minha atenção.

    Quais as narrativas que você acha mais criativas? O que achou da minha seleção? Comente.

    24/05/2017

    Lançamento: nunca olhe para dentro, de Amanda Ágatha Costa

    Olá, leitores!

    A autora, parceira do blog, Amanda Ágatha Costa está lançando um livro novo, trata-se de "Nunca olhe para dentro" previsto para agosto/setembro. Vamos conferir a capa e a sinopse:

    Nunca olhe para dentro (Amanda Ágatha Costa):

    Nem sempre a vida é colorida como um quadro ou suave como uma pincelada, às vezes é o contrário de tudo isso. Depois de perder os pais em um acidente de carro aos oito anos de idade, a única coisa que Betina precisa fazer é encontrar o responsável por ter destruído sua família na noite que daria início à sua próspera carreira como pintora. Agora longe dos pinceis e das paletas, ela está focada em terminar a primeira graduação e procurar na justiça um pouco de consolo para o caos que o seu passado ainda traz. Ao lado de seus amigos e sob o teto de uma tia que a detesta, ela perceberá de que cores as pessoas são feitas, e do quanto é realmente necessário olhar para dentro de tudo aquilo que a assombra, mesmo que para isso precise passar por uma inesperada decepção.

    Créditos: Amanda Ágatha
    O que acharam da capa e da sinopse? Comentem.

    18/05/2017

    Livro x série: 13 reasons why (os 13 porquês)

    Olá, leitores!

    Me apaixonei pela série "13 reasons why" e depois disso li o livro. Há tanto diferenças como semelhanças entre eles, por isso vim fazer um comparativo, e, obviamente a postagem terá spoilers. Gostaria de dizer que no geral a série está fiel à obra literária escrita pelo Jay Asher, pois conta a história da Hannah e todos os treze motivos que a levaram a cometer o suicídio, os motivos são exatamente os mesmos. A narrativa é bem semelhante, temos a Hannah contando por meio das fitas e temos o Clay reagindo a elas.

    O modo como a Hannah se matou é diferente:

    Livro: a Hannah admite procurar uma forma menos dolorosa de morrer e por isso opta por overdose de remédios.

    Decidi optar pela maneira menos dolorosa possível. Comprimidos.
    Série: talvez por querer impactar ou mostrar que cometer tal ato não é simples e indolor, os produtores optaram por fazê-la cortar os pulsos em uma banheira.

    No livro o Clay ouve todas as fitas em uma noite:

    O fato do Clay levar muito tempo para ouvir as fitas é um dos pontos mais criticados na série. Claro que para transformar um livro de 244 páginas em treze horas e prender a atenção de quem assiste tiveram que mudar.


    No livro a vítima do acidente não é o Jeff:

    De fato há um acidente causado por Jenny (pelo menos este é o nome dado a Sheri na versão traduzida) semelhante ao da série, porém a vítima é um aluno que o Clay nem conhece. Talvez colocar um personagem conhecido seja para impactar mais.

    Créditos: Netflix

    No livro não há busca de justiça:

    Tudo aquilo de ele gravando a confissão do Bryce ou até mesmo os pais da Hannah processando a escola é invenção da série, por sinal acredito ser um ótimo gancho para a próxima temporada. Mas, no livro, o Clay apenas passa as fitas adiante.

    Na série conhecemos as histórias dos outros personagens (porquês):

    Sim! Temos a série mais completa que o livro! Enquanto na obra literária vimos apenas a história do ponto de vista da Hannah e o Clay reagindo, na série vimos os outros personagens lidando com os próprios problemas, tendo qualidades e defeitos.

    Ressalto que, apesar de que a série ser mais completa, vale a pena ler o livro por conta da narrativa, contarei mais detalhes sobre isso na resenha que terá em breve no blog.

    Post sobre a série


    Já assistiram à série? Leram o livro? O que acharam? Comentem.

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