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  • 17/02/2017

    Resenha Corte De Espinhos e Rosas

    Título Original: A Court Of Thorns And Roses
    Autora: Sara J. Maas
    Tradução: Mariana Kohnert
    Ano: 2015
    Editora: Galera Record


                Se você é como eu, e se nega a largar de vez seus alegres e dourados anos de infância, totalmente intoxicados por amores a primeira vista, fadas, bruxas más e príncipes encantados, mas que tem senso o suficiente pra não andar por aí com a lancheira da Branca De Neve, A Corte De Espinhos e Rosas foi feito sob medida para você.
                A história é uma releitura do conhecido e bastante explorado conto de “A Bela E A Fera”, com qual você deve aprender que ao contrário do que dizem, a primeira impressão nem sempre é a que conta. Contudo, ao contrário da personagem da Disney, a nossa heroína não é uma rata de biblioteca, muito ao contrário, ela sequer sabe ler. Feyre Archeron é o pilar da casa,  trocou seus vestidos, rendas e a possibilidade da alfabetização, por um arco e flechas, para salvar sua família da morte por inanição. Mas não se preocupe, o dramalhão para por aí, Feyre não é nenhuma Maria Do Bairro.

    Sinopse:
     
                Em A Corte De Espinhos e Rosas , um misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance. Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la ... ou Tamlin e seu povo estarão condenados.


                O enredo é contado no ponto de vista de Feyre, como já dito, ela é uma caçadora, e também a provedora da família, mesmo sendo a mais jovem. Seu pai, é descrito como um ex-mercador, que se meteu com pessoas erradas, o que lhe resultou em um ferimento que o deixou sequelado permanentemente, e na falência da família. Ela não tem mãe, e as outras duas figuras femininas da casa, Nestha e Elain; não são nem um pouco maternais. Nestha é distante, arrogante e agressiva, Elain, apesar de passiva, não facilita a vida de Feyre. O sonho de Feyre é ver ambas as irmãs casadas e fora de casa, assim, sua caça e a sua renda serão o suficiente para ela e o pai. E mesmo sem saber ler, Feyre é uma artista sensível e talentosa, que pinta flores na mobília da casa e céus noturnos e brilhantes nas paredes, porém, apesar disso, ela não acredita em amor.
                A vida sofrível de Feyre muda ao matar um lobo, que em realidade era um feérico, e a sentença para seu crime – pois há um acordo milenar entre humanos e feéricos de não agressão – é a morte, ou, atravessar a muralha, rumo a Prythian, para viver entre os feéricos, até o fim de seus dias.
                A partir desse ponto, Feyre conhece um mundo que nenhum humano do lado de fora da grande muralha tem conhecimento: o reino de fadas, elfos e outras tantas criaturas sobrenaturais, mas não relacione eles com os mesmos elfos do universo tolkeniano, os elfos de Corte de Espinhos e Rosas são inteligentes, selvagens, calculistas e perigosos, mais fiéis a antigas lendas celtas e inglesas. Feyre cai de para-quedas em uma trama muito mais complexa e antiga do que se poderia imaginar.
                Personagens como Tamlin, Lucien, Rhysand e Amarantha possuem seus perigos e seus encantos nunca sendo muito claro se o coração de cada um pertence à luz ou à escuridão.



                O livro pode ser dividido em duas partes – a primeira, quando Feyre entra na Corte Primaveril, o primeiro reino feérico, depois da muralha. Tamlin, é o Grão-Senhor dessa corte, e à cinquenta anos, foi amaldiçoado por Amarantha, uma feérica que odeia humanos, e que, para tomar todo o reino, roubou os poderes de todos os Grão-Senhores, e amaldiçoou todos os membros da Corte Primaveril, uma das características da maldição, é que todos eles tiveram seus rostos permanentemente ocultos por máscaras que representam animais. A maldição só pode ser quebrada, caso uma humana se apaixone por Tamlin, apesar de ele ser feérico – algo que a maioria dos humanos repudia – e usar a máscara.
                Feyre precisa interagir na Corte Primaveril, ela conhece Tamlin, Lucien e outros enquanto permanece cativa, nessa parte então, temos muito mais observação e interação do que ação realmente dita.
                Já a segunda parte, Feyre já não é só uma cativa da Corte Primaveril, e entra destemidamente no reino de Amarantha, uma rainha linda e cruel, para tentar acabar cm a maldição lançada no reino. Nessa parte, ela interagirá com seres mais cruéis, que consideram a vida humana algo descartável. Entra em cena Rhysand, Grão-Senhor da Corte Noturna, e amante de Amarantha, que, curiosamente, também teve seus poderes tomados, e que ocasionalmente ajuda Feyre, não deixando muto claro, até o final, quais são suas verdadeiras intenções.
                Não curto muito dar spoilers, por isso, só posso dizer que a história termina de uma maneira surpreendente, embora, devo alertá-los ser necessário ler com atenção, pois há uma trama nas entrelinhas.
                O livro é ótimo, e receio dizer que ultimamente não venho encontrando livros tão bons do mesmo gênero, as cenas de ação e interação são muito bem desenvolvidas, e tenho de dizer que gostei muito mais da proposta de Corte De Espinhos e Rosas do que da série Trono De Vidro, da mesma autora.

                Espero que tenham gostado da resenha.
                Como sempre, deixe seu comentário, dúvidas e afins.
                E até a próxima.


                Haidy.

    13/02/2017

    Parceria: editora Livrus

    Olá, leitores!

    É com muita honra que anunciamos a parceria entre o blog e a editora Livrus!

    Conheça a Livrus:

    É uma empresa que propõe alternativas viáveis entre a autopublicação e a edição tradicional. E que, através de suas soluções, integra autores e leitores através de um amplo e bem estruturado networking. A LIVRUS é uma editora que oferece serviços essenciais à publicação, comercialização e divulgação de livros.
    Alguns livros publicados pela editora:

    A fada e o bruxo:

    Em um universo paralelo, uma história de amor.
    Com o coração oprimido, uma pessoa capaz de TUDO em favor de sua paixão, observa o romance proibido entre uma fada e um bruxo.
    E você, até onde iria por um amor?
    Conheça o Universo de Ivi e sua estranha relação com o planeta Terra.
    SEJA MUITO BM VINDO A IVI!

    Créditos: Livrus


    Joelma: antes da escuridão:

    Conheça, agora, os fatos que deram origem ao chamado Enigma do Edifício Joelma. A maior Lenda Urbana da capital paulista. A fama de edifício amaldiçoado perdurou desde então, mas o que poucos sabem é que sua aura, que impregnou suas paredes de concreto, teve inicio muito tempo antes.
    Em 1974, uma das mais modernas e imponentes construções da cidade de São Paulo ardeu em chamas, num dos mais traumáticos incêndios de que se tem notícia. As chamas teriam supostamente começado, de forma misteriosa, em um aparelho de ar condicionado. Se espalharam rapidamente, vitimando centenas de pessoas, e provocando mais de 190 mortes.

    Créditos: Livrus

    Orgulho:

    “Não seria mais uma verdade universalmente conhecida que todo homem independente estaria necessitado de uma esposa.
    Talvez ainda estejam por pura convenção e não sabem o que estão perdendo por seguir o que lhes dizem como certo e seguro, longe das admoestações e os perigos da solteirice. Nem todo homem seria tão independente assim mais, a ponto de dispensar uma mulher que trabalhasse fora. Nem toda mulher precisaria se casar para sobreviver. Nem todas dependeriam de um homem ou acreditariam que, aos vinte e sete anos, seriam um fardo para a família. Nem todo homem também iria gostar de uma mulher, assim como nem todas gostariam de um.
    Por mais que essas verdades universais tenham se perdido no tempo, outras tantas mudanças, ainda havia uma necessidade essencial para quase todos: um desejo de se ter, pelo menos uma vez na vida,
    um flerte com a palavra amor por mais relativo que esse sentimento tenha se tornado.”
    Roberto, Dárcio, Jane, Jorge, William, Lídia, D. Eliza são personagens de um romance bem humorado sobre desencontros amorosos, separações e julgamentos baseados nas primeiras impressões, uma releitura de Orgulho e Preconceito (1813) de Jane Austen para o século XXI.

    Créditos: Livrus

    Já conheciam o trabalho da editora? O que acharam dos livros que selecionei para a postagem? Comentem.

    08/02/2017

    O oceano no fim do caminho, de Neil Gaiman (Resenha)

    Olá, pessoal!

    Não se lembrar do que passou não significa necessariamente que nunca aconteceu, não é? Algumas vezes, desejamos lembrar e esquecemos; em outras vezes, ocorre o inverso. As lembranças são construídas e postas numa gavetinha da sala da memória de uma forma curiosa e que não se pode controlá-la (eu não posso, ao menos). Algumas lembranças são mais nítidas, outras, nebulosas. Todos nós tivemos uma época em que fomos crianças, mas nem todos nos lembramos dessa fase da vida, mesmo sendo tão importante para nossa formação. Não é à toa que fatos ocorridos na infância moldam quem somos; mas moldar não significa que seja algo imutável.

    “- Nada nunca é igual – respondeu ela. – Seja um segundo mais tarde ou cem anos depois. Tudo está sempre se agitando e se revolvendo. E as pessoas mudam tanto quanto os oceanos.” (GAIMAN, 2013, p. 185).

    A mim, a ideia de que as pessoas mudam sempre foi quase que um fato; mas terminando a leitura de O oceano no fim do caminho, começo a me questionar por que mesmo mudando ainda somos, de algum modo, os mesmos? Talvez porque, embora as pessoas mudem, jamais o façam totalmente. Isso é, a mudança raramente (e talvez nunca) se dá de modo drástico e completo, sendo gradual, aos poucos, sempre guardando algo de quem já fomos. Porque não se apaga o passado, o que já aconteceu. Posso não me lembrar de ter caído e me machucado quando pequena, mas a marquinha está ali para me mostrar que algo aconteceu. Posso não me lembrar das pessoas que conheci, mas cada experiência me ajudou a melhorar o modo como vejo e entendo as pessoas. Por outro lado, após terminar de ler As Crônicas de Nárnia, começo a pensar um pouco diferente; a separar o ‘mudar’ do ‘crescer’, só que isso já é outra questão. Tudo isso, enfim, foi só para dizer que o passado influencia, querendo ou não. (Embora possam dizer que no livro que comentarei isso talvez possa ser divergente, já que ali o passado-presente em certo momento podem se misturar, se associar ou se excluir – dizer mais que isso é spoiler, então deixarei meio vago mesmo; mas até agora falei de nosso mundo baseado na realidade.)
    Bem, deixo uma questão em aberto aqui:
    Será que, mesmo que não nos lembremos, esses fatos ainda assim importam?

    “As memórias da infância às vezes são encobertas e obscurecidas pelo que vem depois, como brinquedos antigos esquecidos no fundo do armário abarrotado de um adulto, mas nunca se perdem por completo.” (GAIMAN, 2013, p. 14).

    Já faz algum tempo que queria ler O oceano no fim do caminho, de Neil Gaiman, mas só o vim a fazer nesses últimos dias de janeiro. Ter ganhado o livro de presente (da Tainan) foi motivo suficiente para colocar a leitura dele mais no topo da minha lista de leituras 💙. A obra, num geral, apesar de suas poucas páginas – sendo um livro que se lê tranquilamente em dois dias –, é tão leve e sutil e, ao mesmo tempo, ‘pesada’ e profunda que eu não conseguiria, nem querendo, transmitir a atmosfera dela.

    Sutil, mágica e com várias frases bonitinhas, a história começa, porém, com o protagonista já adulto voltando à cidade onde passou a infância para ir a um velório. Lá, algo o atrai para visitar o terreno onde morou e, de lá, a ir até o fim da estrada daquela rua, onde havia uma fazenda com um lago de patos. A partir de então, conhecemos a infância do narrador, cujo enredo parece de fato se desenrolar após o suicídio de um homem dentro de um carro no fim da estrada (a mesma que o atraiu anos depois). A morte daquele homem desencadeou alguns eventos um tanto perigosos, e vamos percebendo, a partir do relato do narrador-protagonista, que a história é mais do que os eventos que se sucederam; é a forma com que a realidade pode estar tão conectada com um mundo surreal ou dos sonhos, a forma com que o mundo das crianças é diferente do mundo dos adultos, embora sejam o mesmo, e como, no fim, todos têm de passar pela experiência que é viver.

    O livro é tão curtinho, só 208 páginas, e o autor a escreveu tão bem – apesar dos erros da edição que eu li (publicada em 2013 pela Intrínseca) –, que sem dúvida recomendo e muito a leitura da obra. Um tanto dramática, mas linda, a história desliza, percorre as memórias do narrador e somos levados a um mundo surreal e, também, a pensar na infância, na família e nos livros. Pois o protagonista, com seus sete anos, não tinha amigos, restando a ele a companhia dos livros que lia. Uma solidão que me parece um tanto triste, já que se soma ao fato de ele ter bastante medo das coisas, mas que permite que se entre no clima das aventuras que, embora não solitárias, transformam o livro numa espécie de oceano.

    “Pessoas diferentes se lembram das coisas de jeitos diferentes, e você nunca vai ver duas pessoas se lembrando de uma coisa da mesma maneira, estivessem elas juntas ou não. Se elas estiverem uma ao lado da outra ou do outro lado do mundo, isso não faz a menor diferença.” (GAIMAN, 2013, p. 196).

    A leitura de O oceano no fim do caminho foi como um mergulho na narrativa de Neil Gaiman. Com uma fluidez e uma certa magia, a qual não precisou ser explicada para ser sentida, que mostra que as entrelinhas também contam histórias; e de que cada ser vai lembrar do mundo de um modo diferente. Enfim, não há como não recomendar esse livro. Já o conheciam ou já o leram? ;)
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