26/08/16

Mentira perfeita, de Carina Rissi (resenha)

Oi, pessoal! Aqui é a Haidy.

A mentira perfeita é um spin-off de “Procura-se um marido” de Carina Rissi, mesma autora da trilogia “Perdida”. Lá pela metade de Procura-se um marido, somos apresentados ao irmão de Max, Marcus Cassani, que se apresenta como parte central nessa trama.
Ao contrario do primeiro livro, “A Mentira Perfeita” não apresenta apenas o ponto de vista de um dos personagens, aqui tanto Marcus quanto Júlia vão narrando suas histórias, suas dificuldades e como se conheceram. É um típico chik-list , porém, em minha opinião, bem mais trabalhado do que o livro que lhe deu origem. Vemos também um pouco do relacionamento de Alícia e Max, a volta com o casamento deles e com a catástrofe que o antigo advogado da família deixou pra trás.

Créditos: Verus Editora

O enredo:

Alheio a tudo isso, está Marcus, que decide morar sozinho, pois está em fase de tratamento para possibilitar o retorno de sua mobilidade, perdida em um acidente de moto. Mas, a coisa está desandando, pois seus pais e Max não querem deixa-lo de jeito algum, e apresentam uma condição: ele pode morar sozinho, desde que contrate uma cuidadora. Marcus não quer uma babá e decide mentir: precisa que alguém finja que é cuidador(a) e o deixe em paz, apenas existindo para ser apresentado a família quando necessário. Assim, quando Marcus é apresentado a Júlia, que trabalha na L&L, a empresa de Alícia, em um happy hour, percebe que pode fazer um acordo que ajude a ambos. Aí você já sabe, o resto se desenrola e Júlia está socialmente morta, sua vida é literalmente da casa para o trabalho e do trabalho para a casa, sua mãe a deixou quando muito pequena, e quem sempre cuidou dela foi sua tia Berenice, uma incorrigível romântica. Tão viciada em livros e filmes de amor, quanto em comida de auto teor de gordura. E é por isso que a tia “Berê” precisa de um coração novo. Sua tia vive preocupada porque a garota nunca namorou e tem medo de que morra sem que Júlia se case. Numa tentativa de fazer a tia ficar mais tranquila e não morrer de desgosto, ela acaba mentindo que está namorando. O que ela não esperava era que a tia se recuperasse milagrosamente para planejar seu casamento.

Personagens centrais:

Marcus é o total oposto de Max, que era todo certinho, tímido e trabalhador. Apesar de suas limitações, ele vive alegre, sai para beber com os amigos e vive às voltas com várias mulheres, faz faculdade de programação de games e trabalha na fundação Narciso, como professor. No enredo, ele quer sua independência por que está nos estágios finais de seu tratamento, que dirá se ele voltará a andar, ou não. Júlia é apresentada como uma geek com total falta de traquejo social, trabalha como programadora júnior, gosta de ler obras de alto padrão e ama vídeo games. Em seu trabalho é supercompetente e a qualquer hora do dia e da noite, caso o site da empresa apresente um problema, ela vai até lá corrigi-lo. Ama sua tia, como se fosse sua mãe e vive com medo de que ela morra do coração. Só teve um namorado “O cara do Wi-fi”. Como é totalmente desligada, nunca trata Marcus com cautela ou olhar de pena.  Para ela Marcus se vira muito bem e não precisa de ajuda.

E tem a tia Berenice...


Nesse caso a impressão é de que Júlia precisa cuidar de uma criança e quase sempre ao voltar para a casa, ela se depara com alguma situação inesperada que sua tia causou. A primeira foi contratar um serviço de casamento em uma mega empresa com direito a fontes de champanhe, pombos e tudo o mais. Pois é, economias de uma vida inteira. Mas para ela tudo é possível. Mesmo com todas as confusões ainda assim consegue ser um dos personagens mais legais da trama. Acho que ela é a tia dos sonhos de qualquer um.

Créditos: Verus

É um romance leve e cômico, e Marcus e Júlia formam um casal engraçado e inesperado, com muito mais carisma do que Max e Alícia, o que é surpreendente.
Assim, concluo que Carina Rissi desenvolveu surpreendentemente sua escrita, desde o primeiro livro, então, é claro, a expectativa é de que seus próximos livros sejam tão bons quanto esse foi.
Deixo vocês por aqui, e espero que tenham gostado da Resenha, eu pessoalmente amo quando escritores nacionais conseguem ser tão bons quanto os internacionais, e Carina Rissi com certeza o é.

24/08/16

Favoritos do mês: agosto

Olá, leitores!

Estou estreando uma nova coluna aqui no blog, na qual vou dizer o que mais gostei no mês, que poderão entrar: livro, filme, série, programa de televisão, novela, entre outros. Deixem nos comentários o que gostariam de ver aqui. Enfim, vamos aos favoritos do mês:

Livro: Como eu era antes de você

Apesar de não me surpreender com o livro, visto que já sabia o final, amei a narrativa da Jojo e a forma com que lida com os temas durante a trama, por exemplo: como é a vida dos deficientes. É uma obra que nos faz refletir  sobre como vivemos e faz valorizar mais a vida que temos. Em breve terá resenha aqui.

Filme: Meia noite em Paris

Vi poucos filmes nesse mês (o Trabalho de Conclusão de Curso consome tempo) mas para não repetir o "Como eu era antes de você" que por sinal gostei muito, vou colocar "Meia noite em Paris" que revi pois estava passando na televisão. Acho o enredo fantástico e é repleto de referencias de escritores e pintores dos anos 20.


Série: Sherlock 

Comecei a ver semana passada com o namorado e já está entrando nos favoritos. Sinceramente Sherlock nunca me chamou a atenção, nunca procurei ler sobre, mas por conta da série estou querendo ler. Se passa nos tempos atuais em Londres, é muito bem produzida e ambientada. Amei a personalidade do Sherlock. (Comentem se querem um post dando mais detalhes sobre a série)

Créditos: BBC
Novela: Rubi

Finalmente terminei de assistir na Netflix, o que posso dizer? Faz falta, já quero rever, é uma das melhores novelas mexicanas que vi. Saiba mais

Programa de televisão: Masterchef Brasil

Amo Masterchef e assisto de todos os países possíveis. Adorei a terceira edição brasileira, teve vários participantes maravilhosos e as provas foram muito boas também.

O que acharam dos favoritos? Quais os seus favoritos do mês? Me contem nos comentários.

18/08/16

A maldição do tigre, de Colleen Houck (resenha)

Olá, leitores!

Aviso: Aqui é a Tainan, a resenha abaixo foi feita pela minha amiga, Haidy. Ela vai fazer algumas resenhas enquanto eu e a Paula estamos fazendo o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Não, não vamos abandonar vocês! O que ocorre em que em meio as leituras técnicas que estamos fazendo para o TCC, estamos lendo menos livros de literatura, consequentemente postando menos resenhas. Espero que compreendam e gostem do trabalho da Haidy.

A maldição do tigre:

Ficha técnica:

Lançamento: 19/10/2011;
Título original: Tiger's Curse;
Tradução: Raquel Zampil;
Número de Páginas: 352;
Acabamento: brochura;
ISBN: 9788580410266.

Sinopse:

Paixão. Destino. Lealdade. Você arriscaria tudo para salvar seu grande amor?
Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco.
Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele.
O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço.
Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.
A maldição do tigre é o primeiro volume de uma saga fantástica e épica, que apresenta mitos hindus, lugares exóticos e personagens sedutores. Lançado originalmente como e-book, o livro de estreia de Colleen Houck ficou sete semanas no primeiro lugar da lista de mais vendidos da Amazon, entrando depois na do The New York Times.

Créditos: Editora Arqueiro

Pra quem curte uma história com direito a romance, aventura e um pouco de sobrenatural, no estilo “Crepúsculo” o primeiro livro da série “Tigres” não vai, de maneira alguma, decepcionar. E mesmo aos que torcem o nariz para o romance vampiresco de Meyer, posso até me arriscar a dizer que também iriam se satisfazer com as histórias de Kelsey e os irmãos Rajaram.
Talvez Colleen Houck tenha seguido as análises de Campbell (um especialista em histórias e mitos)  ao nos apresentar a treta antes da história realmente começar e um pouco do cotidiano desesperadamente tedioso e livre de carboidratos de Kelsey. Vamos explicar:
 O antigo mito conta que: Alagan Dihren Rajaram era um príncipe herdeiro do trono do império Mujulaain, que era considerado um dos reinos mais poderosos da Índia. Nessa época, havia muitos desentendimentos com os soldados do exército de Lokesh, um Rajá de um reino chamado Bhreenam. Na esperança de que as animosidades terminassem, um casamento entre Dihren e a filha de Lokesh, Yesubai é planejado. O problema? Bem, o irmão mais novo de Dihren, o príncipe Sohan Kishan Rajaram, se apaixonou pela garota, o pior de tudo, é que ela também se apaixonou por ele.
 A história acaba mal, pois Kishan, irresponsável mente se junta a Lokesh, que promete ceder a mão de sua filha a ele caso roube o amuleto que Dihren leva consigo. No desenrolar dos acontecimentos,  Yesubai morre, assim como os irmãos Rajaram. Por consequência, o império Mujulaain desaparece aos poucos.
Tretas matrimoniais a parte, nos tempos atuais somos apresentados a Kelsey Hayes, uma garota de dezessete anos, do Oregon, Estados Unidos. Ela precisa de um emprego e sua expectativa para o futuro não é nada glamorosa: ela vai trabalhar, juntar dinheiro e se graduar em uma faculdade comunitária no Oregon mesmo. A pouco tempo, seus pais morreram, então a Kelsey que nos é apresentada, é uma garota tímida, um tanto retraída e com alguma dificuldade de demonstrar afeto com seus irmãos adotivos. Precisando muito de emprego, e sem nenhuma boa indicação em seu currículo, a garota aceita o primeiro emprego que lhe é oferecido: cuidadora de animais de circo. Mal sabe ela que o tigre ao qual se afeiçoou, na verdade é um príncipe amaldiçoado, o vínculo entre ela e o animal se fortalece com o passar dos dias até finalmente o misterioso Sr Anik Kadam aparecer, para levar o tigre Dihren para uma reserva na Índia e solicita que Kelsey o acompanhe. O resto é história.

Créditos: Editora Arqueiro

 Vamos aos personagens centrais:

Kelsey como já foi dito, é órfã e com problemas de demonstração de afeição (um problema que pode afetá-la com o desenrolar da trama). Porém tem um coração abnegado e gosta de ajudar sempre que pode, se mostrando solícita e disposta a todo o momento. Em situações de perigo ou desconforto ela sempre acaba reagindo com humor negro e sarcasmo, o que em certas ocasiões nos proporciona cenas cômicas ao longo da história. Também pode ser muito pé no chão e com forte tendência a sinceridade desconfortável, é um personagem em evolução constante no enredo.

Então, o que você é? Um homem que se tornou
tigre ou um tigre que se transformou em homem? Ou você é
como um lobisomem? Se me morder, eu também vou virar
tigre?

Dihren é o irmão protetor, inicialmente, mostrado como alguém que coloca o bem do reino ou da causa acima de sua própria vontade, em momentos tranquilos é gentil, cuidadoso e cavalheiresco (as vezes até demais). Em outras ocasiões acaba se mostrando difícil, e de gênio extremamente forte, tenta ser o mais maduro possível, mas no enredo, há ocasiões que demonstra ser extremamente jovem e orgulhoso com coisas comuns, e em certa altura, até mesmo convencido.

Com relutância ele me soltou e eu comecei a murmurar
comigo mesma, queixando-me de tigres, homens e besouros.
Ele parecia muito satisfeito consigo mesmo por sobreviver a
uma experiência de quase morte. Eu praticamente podia ouvi-lo entoando para si mesmo: "Eu triunfei. Venci. Sou um
homem, etc. etc.” Sorri com desdém. Homens! Não importa de
que século sejam, são todos iguais.

Kishan é o irmão “vida loka”, também foi transformado em tigre, e ao contrário de Ren, viveu na selva todos esses 300 anos, e raramente se transforma em homem (a maldição, inicialmente os permitem ser homens por 24 minutos a cada 24 horas). Como Kelsey, tem a ironia sempre á flor da pele, e costuma ser muito mais direto nas palavras do que Ren. Não tem muita participação neste livro.

Eu queria ver o que você estava protegendo tão
ferozmente. Tem razão. Estou seguindo você há dois dias,
chegando perto o bastante para ver o que está aprontando, mas
me mantendo longe o suficiente para poder me aproximar de
você em meus termos. Quanto a ficar aqui para ouvi-lo, não há
nada que você tenha a dizer que possa me interessar, Murkha
[…] A menos que queira falar sobre ela(Kelsey). Estou sempre
interessado em suas mulheres.

Kadam:

 Só digo que, se um dia fizerem um filme dessa série (há boatos de que sim, haverá uma adaptação) quero o Ben Kingsley como sr Kadam, que foi conselheiro no império Mujulaain também está amaldiçoado, porém de forma adversa aos tigres, o misterioso amuleto de Damon, artefato de desejo de Lokesh e razão da maldição, o proporcionou longevidade e uma semi- imortalidade, assim ao longo desses 300 anos, ele auxiliou os príncipes e cuidou de seus bens (e graças a ele os irmãos são indecentemente ricos). É considerado um sábio e um pai, por Kishan e Dihren.

Enredo:

O livro nos apresenta várias faces da cultura indiana, suas crenças, costumes e mitologia, com descrições formidáveis das cores, e riquezas que estão sempre presentes em suas tradições. Colleen Houck não é uma escritora extensa demais em suas descrições, o que nos dá espaço para completar, à nossa maneira o cenário, dando-nos apenas os elementos básicos para isso. O mais interessante é que o enredo é extremamente dinâmico e muitas coisas acontecem o que nos livra de momentos muito extensos e chatos que alguns livros românticos geralmente tem, (esse livro é o responsável por eu ter dormido só umas três horas por noite de tanto que me distraí o lendo.) Ainda que a trama seja claramente um romance, o pano de fundo deixa tudo extremamente mais interessante, Kelsey precisa ajudar Dihren a quebrar a maldição, e para isso eles viajam pelos vários templos da misteriosa deusa Durga (também conhecida como Kali ou Parvati) uma importante deusa guerreira dos Hindus,  enfrentando feras, e monstros míticos, e conquistando como prêmio, poderes e artefatos poderosos que os ajudarão. 

Quanto a capa página, gráfica e seus pormenores, como sempre a Arqueiro não deixou a desejar, e não há o que reclamar com relação a isso. Espero ter proporcionado uma resenha interessante, e, qualquer dúvida, basta perguntar.

Sobre a autora da resenha, Haidy:

Paulista, marketing em profissão e pseudo-crítica literária. Daschounds, livros, músicas e mitologia são seus amores, e isso basta. Mais do que isso, seria um rótulo, e rótulos impõem limitações.
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