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  • 14/08/2017

    O Príncipe Corvo [Resenha]

                  
    Foto Divulgação : Grupo Editorial Record

                   O Príncipe Corvo (The Raven Prince) é o primeiro volume de uma trilogia, romance histórico, da americana Elizabeth Hoyt, publicado aqui no Brasil pelo Grupo Editorial Record.
                Quem poderá gostar: leitores que se interessam por autores como Julia Quimm, Tessa Dare, Lisa Kleypas e Sarah Maclean.

    Foto Divulgação : Grupo Editorial Record
    Sinopse: Ao descobrir que o conde de Swartingham visita um bordel para atender suas “necessidades masculinas”, Anna Wren decide satisfazer seus desejos femininos... com o conde como seu amante. Chega uma hora na vida de uma dama... Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil. Em que ela deve fazer o inimaginável... O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude. E encontrar um emprego. Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender às suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos com o conde como seu desavisado amante.

                     Apesar de a escritora ser americana (e bastante cultuada entre o público feminino nos EUA) o romance é ambientado na Inglaterra de 1760, em um povoado chamado Little Battleford. Gosto muito de romances nesse estilo, mas confesso que o que me chamou atenção foi a capa. A versão brasileira optou por um estilo clássico, harmônico, e o resultado é lindo, mesmo para mim, que tenho uma forte opinião contrária a modelos reais em capas de livros.
                O enredo fala sobre infidelidade, convenções sociais, prostituição e até se arrisca na área do feminismo – assunto quase herético em uma época em que o papel fundamental da mulher era apenas cuidar de seu lar e gerar herdeiros, abordando assuntos como: mulheres trabalhando, tabus sobre desejos sexuais, e o papel da mulher na sociedade inglesa do século XVIII – que naquele período, passava pelas mudanças causadas pela revolução francesa, e a revolução industrial, mas que continuava bastante limitada e pseudo-puritana com relação a homens, mulheres e seus papéis. Uma das primeiras indagações de Anna, provavelmente a que leva a personagem aos seus próximos movimentos, é essa: “… um homem pode se satisfazer em locais como esse (um prostíbulo) e uma mulher como ela, viúva, deve ser recatada para o resto da vida?”.
                A cada início de capítulo, um pequeno trecho de uma fábula de mesmo nome do livro é contada, um romance entre uma jovem chamada Áurea e um príncipe amaldiçoado em forma de corvo, chamado Níger. A fábula é bastante semelhante ao mito de Eros e Psiquê – Os desafortunados amantes que se separaram durante um momento de desconfiança, e só voltariam a se encontrar após provas irrefutáveis de confiança e amor. A mensagem é clara: Não há amor sem confiança. Algo que os personagens do livro também devem aprender.
    Foto Divulgação : Grupo Editorial Record

                Edward de Raaf, Conde de Swartingham, é um personagem soturno, isolado, mas sem chegar a ser o típico mocinho arrogante, sua esposa morreu ao dar a luz, e seu filho seguiu o mesmo destino. Seu gênio explosivo e sua tendência a atirar objetos pelas paredes, e até em pessoas em momentos de fúria, somado ao seu aspecto pouco atraente devido às cicatrizes de varíola, o afastaram da maioria das pessoas, porém, quem realmente o conhece, como seus empregados, o têm como um homem justo e honrado.
                Embora ele tenha “olhos de absinto” o resto da descrição física de Edward não é a comumente encontrada em romances, que no geral descrevem seus mocinhos com “olhos de céu tempestuoso” ou “da cor do âmbar” com físicos de Apolo e quase hollywoodiano. O homem é bastante comum nos termos dos ingleses, e suas cicatrizes decorrentes da varíola são assuntos bastante presentes ao longo da história, mostrando que De Raaf suportou muita coisa devido a elas, e que se resigna a suportar um pouco mais.
                Anna Wren é, assim como De Raaf, uma jovem viúva, que carrega suas próprias cruzes, na forma de um falecido marido infiel e amargurado, e sua esterilidade. Anna aos olhos dos homens da sociedade não é um bom negócio: é uma viúva empobrecida e estéril, em um tempo em que gerar o maior número de filhos homens era de suma importância. Para mulheres como Anna, as opções não são muitas, e tampouco honrosas – a maioria das damas não trabalham, e as que recorrem a isso, não são tão bem-vistas. Porém, com tão pouco dinheiro, as outras opções seriam: ou se prostituir, e tornar-se renegada perante a sociedade, ou tornar-se a amante de algum nobre ou comerciante, vivendo tal vida em segredo. A opção que Anna escolhe, é a menos comprometedora: trabalhar para Lorde Swartignham, cuja personalidade faz com que todos os seus secretários não durem muito tempo, algo que pode aliviar seu problema com relação as suas dificuldades financeiras, mas lembrem-se: esse e o século XVIII: as mulheres que se arriscavam a trabalhar gahnhavam muito pouco, e não era comum haver secretárias, apenas secretários, nessa época. E é aí que começa a história.
                Ao longo do enredo, vemos vários e pequenos mistérios, que envolvem tanto os personagens  principais, como os secundários. Toda a boa história tem uma antagonista, e em O Príncipe Corvo, ela vem na forma de Felicity Clearwater – a esposa de um rico latifundiário, décadas mais velho que ela, que nunca perde a oportunidade humilhar ou simplesmente cutucar Anna, e sempre manipula pessoas e situações para conseguir o que deseja. Comparar Anna e Felicity é algo que o leitor poderá fazer, inevitavelmente, afinal, ambas as mulheres possuem personalidades bastante decididas, em um tempo desfavorável a elas, e tomam caminhos adversos para contornar seus problemas e limitações sociais.
                É um romance, e não um ensaio ferrenho sobre feminismo ou direitos de ir e vir, mesmo homens como Edward de Raaf tem suas limitações e obrigações enquanto Conde de Swartignham, e nem sempre seus desejos podem se fazer valer, principalmente se isso envolve uma mulher como Anna Wren.
                A mensagem principal, tanto na Fábula O Príncipe Corvo, quanto no enredo decorrente no livro, é sobre confiança e lealdade, afinal, não há amor que sobreviva sem isso. Mas, há outra mensagem silenciosa entre suas páginas: Na vida real, no nosso cotidiano, o amor sobreviveria diante das convenções sociais?
                É um enredo ótimo, equilibrado e muito bonito, e se você leitor, aprecia romances, é um livro indispensável ara se ter entre os seus. Ele foi lançado em julho deste ano – é quase um pão saindo do forno – e está disponível nas principais livrarias tanto na versão física quanto na versão digital. A versão possui uma variação mínima de uma livraria para outra – entre R$ 21,38 a R$ 23,00, enquanto a versão digital por enquanto está a preço fixo de R$ 24,90.
                E como eu não tenho amor nesse meu coração, deixo vocês com mais curiosidade, com o primeiro capítulo disponibilizado pelo Grupo Editorial Record.
                Esperando estar viva até a próxima semana, me despeço.
                Até mais,

                Haidy. 

    11/08/2017

    Séries que terminei de assistir

    Olá, leitores!

    Não sou de insistir em séries, se vejo que a trama não desenvolve, acabo abandonando e partindo para outra. Tanto é que tem aqui no blog um post que listei todas que havia abandonado (séries que eu deixei de assistir) das séries listadas acabei retornando "The mentalist" e "Once upon a time" e abandonei novamente. Logo, são pouquíssimas as que cheguei de fato ao ultimo episódio, logo vou listar aqui:

    Lost:

    Eu sempre que posso elogio Lost aqui, foi a primeira série que vi e a que me fez começar a gostar de séries. Inclusive estou revendo (pretendo assistir novamente as três primeiras temporadas, as minhas favoritas).
    Do que se trata? Um avião cai numa ilha misteriosa e vai mostrar a vida desses passageiros na ilha e também como era antes de vir para lá por meio de flashbacks, cada episódio é focado em um personagem, é muito interessante, para os fãs de mistério vale a pena.
    Número de temporadas: 6 com em média 24 episódios de 40 minutos cada. Eu sei que são muitos mas olhe o primeiro, duvido não se viciar.
    O que achei do final? (alerta de spoilers!!!): eu fui uma das poucas pessoas que gostou do final, se analisarmos a explicação do Christian Sherpard faz sentido terminar daquela maneira. Claro, ficou pontas soltas, nem tudo foi explicado, mas no geral eu curti.

    Créditos: ABC

    How I met your mother:

    É uma das minhas séries de comédia favorita, juntamente com "The big bang theory", veria tudo novamente.
    Do que se trata? Ted, já mais velho, está contando para os seus filhos como conheceu a mãe deles, aliás o grande mistério da série é quem é a mãe, então ele vai narrando as situações que viveu quando solteiro juntamente com os seus amigos.
    Número de temporadas: 9 com em média 22 episódios de 20 minutos cada.
    O que achei do final? (alerta de spoilers!!!): eu sou do time que não gostei, aliás a última temporada é bem corrida e o final é mal explicado, apesar de que coerente com a trama apresentada, não consegui gostar.

    Créditos: CBS

    Reign:

    Inaugurando a parte de históricas aqui no post: a recente "Reign", terminou faz pouco tempo, após ser cancelada, embora tenha sido finalizada (ainda bem!).
    Do que se trata? Narra a vida da Rainha Mary da Escócia.
    Número de temporadas: 4, com episódios de 40 minutos, as duas primeiras temporadas vem 22 episódios e as duas ultimas com menos.
    O que achei do final? (alerta de spoilers!!!): considerando que os produtores ficaram sabendo que a série seria cancelada antes de gravar os dois últimos episódios, até então achavam que teria a 5ª temporada, acho que fizeram o melhor que puderam, ou seja, finalizar a trama da Mary, entretanto todos os outros personagens ninguém sabe o que aconteceu. Logo, fiquei decepcionada.

    Créditos: CW

    The tudors:

    É uma série que relutei muito em assistir, começava e parava no meio do primeiro episódio que é muito forte, com cenas de violência e eróticas. Vale ressaltar que a classificação indicativa é 18 anos. Mas quando finalmente consegui finalizar o primeiro episódio não parei mais.
    Do que se trata? Vai contar a vida do rei Henrique VIII, mostrando suas seis esposas, pai de Elizabeth I.
    O que achei do final? (alerta de spoilers!!!): das séries mencionadas "The tudors" sem dúvida tem o melhor final: coerente com tudo apresentado, sem pontas soltas e sem episódios corridos para finalizar.

    Créditos: BBC

    Bônus: cito aqui o "Orphan black", que está em sua última temporada e que vou terminar de ver.

    Quais séries vocês terminaram de assistir? Quais as suas favoritas? Me indiquem séries. Comentem!

    05/08/2017

    A noiva devota, de Mari Scotti (resenha)

    Olá, leitores!

    "A noiva devota" é um romance de época, e o segundo volume da série da Família Hallinson, que se inicia com "Montanha da lua", escrita pela brasileira Mari Scotti, parceira aqui do blog, e contém 248 páginas. Nesta sequência, Mical e Octávio dão lugar a Samuel e Rosalina. Samuel é o filho mais novo do casal e carrega o peso de ser um Hallinson, filho de uma lenda: o casal que com o amor venceu uma maldição. Mas por ser o mais novo, não tem tantas responsabilidades, não vai herdar as responsabilidades do pai. Samuel não pretendia casar tão cedo, até que, em um baile, vê Rosalina Acker sufocada com a roupa apertada e ao tentar ajudá-la é flagrado despindo a moça. A mãe de Rosalina, Margarida Acker, vê essa como uma boa oportunidade para casar a filha com um Hallinson. Já Samuel aproveita a oportunidade para se aproximar de Isabel Acker, a irmã mais velha de Rosalina, por quem tem uma atração física. Além disso, Rosalina é apaixonada por Samuel desde criança, visto que ele brincava com o seu irmão Romoaldo.

    Eu era filho de uma lenda. E precisava superar expectativas além da minha própria capacidade.
    Foto: arquivo pessoal

    Sonho com Samuel Hallinson desde que o vi comprando botas com o irmão mais velho há mais de dez anos e penso nele quando penso em um matrimônio feliz.
    Então, a história vai se desenrolar em torno do noivado. É um enredo que parece simples à primeira vista, mas é muito bem trabalhado e desenvolvido com todos os detalhes que um romance de época precisa para te fazer entrar na história. É nítido que a autora fez uma pesquisa bem detalhada a respeito dos costumes da época, visto que os descreve muito bem.

    Os recitais e concertos caseiros não eram raros, mas também não ocorriam em dias comuns. Segundo a etiqueta, deveriam ser anunciados com convites de tecido especial e para os nomes mais conceituados da cidade.
    Foto: arquivo pessoal


    Todos os personagens são bem desenvolvidos, inclusive os secundários, gostei muito de ver Mical no papel de mãe dedicada, continua madura. Já Octávio, não gostava muito do personagem e ele não mudou muito hehe, continua o mesmo, mas foi bom recordar. A narrativa é feita em 1ª pessoa se revezando entre os protagonistas: Samuel e Rosalina. Eu, particularmente, gostei muito mais da Rosalina: acredita no amor, não é interesseira, nunca culpou Samuel pelo noivado ter acontecido, e vale ressaltar que, como boa parte das mulheres, é insegura com o seu corpo, visto que manca. Enfim, é uma personagem que é fácil de se identificar e se apegar. O outro protagonista, Samuel, é confuso com os seus sentimentos e indeciso, confesso que tive raiva dele em alguns pontos da leitura, assim como tive do seu pai, Octávio, em "Montanha da Lua".
    Novamente Mari Scotti me surpreendeu, mostrando uma evolução na sua narrativa e me fazendo entrar em sua história. Já leram a obra? Pretendem ler? Comentem.

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