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  • 25/04/2017

    Três teorias sobre 13 reasons why

    Olá, leitores!

    A presente postagem vai abordar teorias sobre a possível segunda temporada (ainda não foi confirmada) da série "13 reasons why", portanto terá spoilers. Para saber a respeito da série sem spoilers leia este post.

    Hannah está viva, em cativeiro, e teria sido obrigada pelos pais a gravar as fitas para ganharem a indenização da escola, pois estão falidos:

    Não concordo com nada que diga que a Hannah está viva, pois perderia todo o sentido da série que é pensarmos em como agimos com o próximo e o quanto isso pode influenciar na vida dele. A série é sobre os motivos que a levarão ao suicídio. O argumento da teoria é que a morte da Hannah é narrada pelo Clay já que a fala da Hannah acaba quando ela deixa o escritório do Senhor Potter.
    Mas vamos lá: se fosse isso mesmo, por que os pais dela (principalmente a mãe) estariam tão preocupados em descobrir os motivos de a filha ter se matado até quando estão sozinhos? Em várias cenas vimos a Senhora Baker revirando o quarto da Hannah tentando entender o que houve.

    Alex não tentou suicídio e sim levou um tiro dado por Tyler:

    O Alex deu vários sinais que estava mal, assim como no caso da Hannah ninguém notou ou fez nada para ajudar. Os produtores no especial "além dos porquês" (encontrado na Netflix, depois dos episódios da série) confirmam a tentativa de suicídio do personagem e dizem que, após alguém próximo se matar, é mais propício haver tentativas, devido à culpa ou à depressão.
    A teoria diz que Tyler tira a foto do Alex de seu acervo, porém ele o faz após ser defendido por ele, não acho que iria matar alguém que o defendeu. Vale ressaltar que o pai do Alex é policial, logo tem acesso fácil a armas.

    Os créditos estão na imagem

    Tyler planeja fazer um massacre na escola:

    Acho provável que isso aconteça caso ocorra uma segunda temporada, vimos o personagem com fotos das possíveis vitimas e também um arsenal de armas. Sabe-se que já ocorreram atentados do tipo nos Estados Unidos.

    Com quais teorias concordam? Comentem.

    22/04/2017

    Os Románov, de Simon Sebag Montefiore (resenha)

    Os Románov – 1613 – 1918
    Autor: Simon Sebag Montefiore
    Editora: Companhia Das Letras
    Gênero: História


    Sinopse:
    Os Románov foram a mais bem-sucedida dinastia dos tempos modernos, tendo governado um sexto da superfície da Terra. Neste livro envolvente, o premiado historiador Simon Sebag Montefiore revela o mundo secreto de poder ilimitado e a implacável construção de um império fervilhante, repleto de conspirações palacianas, rivalidades familiares, excessos sexuais e extravagâncias selvagens.  
    Um palco composto de um elenco de aventureiros, cortesãos, revolucionários e poetas: de Ivan, O terrível, a Tolstói; da Rainha Vitória a Lênin. Escrito com uma verve literária admirável e baseado em recente pesquisa, Os Románov é ao mesmo tempo uma história de triunfo e tragédia, amor e morte, um estudo universal do poder e um retrato essencial do império que ainda define a Rússia de hoje. 

               


                 Simon Sebag Montefiore é formado em História, em Cambridge, e doutor em filosofia pela mesma universidade, suas obras forma traduzidas para mais de 45 idiomas e, dele, a Companhia das Letras publicou Jerusalém, O Jovem Stalin e Stalin, que ganhou o British Book Awards de melhor livro de história de 2004.
                Confesso que às vezes me dá alguns “picos” de gêneros literários – ora me interesso por romances água com açúcar, fofinhos e beirando à inocência juvenil ao estilo Carina Rissi ou Coleen Houck, outras vezes sou adepta às narrativas de comédia leve e romântica de Sophie Kinsella, e outras tantas – na verdade uma fase que se prolonga a um tempo – me interesso por narrativas épicas de cavalaria, cruzadas e lencinhos caindo ou tapando um ferimento quase mortal de um cavaleiro – a indústria têxtil dessa época deveria lucrar horrores.
    Contudo, o livro ao qual me refiro nesta resenha, sai da minha linha usual: uma narrativa história, que, ao contrário do que sempre pensamos, não corre o risco de nos matar de tédio – Algo que deveria ser claramente analisado ao escolher livros para fins didáticos, as pessoas se interessariam muito mais por história se livros como esse fossem indicados no currículo de ensino.
                Aprendemos que as famílias reais inglesas, como os York, Lancaster e Tudor, carregavam uma grande bagagem de tragédia, intrigas dignas de seriados televisivos, dramas familiares, e um grande risco de não acordar no dia seguinte. Os Románov ultrapassa essa linha, mostrando 304 anos de uma dinastia poderosa, temida, ora respeitada, ora odiada, que se manteve no poder não somente devido ao direito hereditário, mas à astúcia, à malícia, e a uma crueldade quase genética, que não poupou nem mesmo os mais admirados líderes da família.
                A narrativa é atraente, dinâmica, e fiel aos acontecimentos históricos, atendo-se aos fatos comprovados e documentados, mostrando que a família Romanov, além de ser responsável pela contínua – e temida pelo ocidente – expansão do império Russo, também contribuiu fortemente com a história, cultura e tradições do país, seja por meio de seus incríveis e por vezes, terríveis feitos, ou pelo simples fato de amarem a arte e as ciências.

    “Estima-se que o Império Russo aumentou cerca de 140
    quilômetros  quadrados  por  dia  de pois  que  os Románov  chegaram  ao  trono,  em  1613,
    ou  mais  de  520  mil  quilômetros  quadrados  por  ano.  No  final  do  século  XIX,  eles
    governavam um sexto da superfície da Terra  — e continuavam em expansão."


                O livro, além de uma narrativa fantástica, coesa e atraente, é uma análise interessante sobre o efeito que um grande poder e influência pode ter sobre um indivíduo e como isso afeta os demais ao seu redor, desde esposas/maridos até a um simples escravo e pastor de gado – A Rússia Tsarista era uma verdadeira roda da fortuna: de plebeu você podia chegar a líder, e de líder ser exilado – ou fuzilado – por qualquer motivo. Tal efeito de poder é mostrado em diversos ângulos, em diversas épocas da história do mundo, sob diferentes contextos da sociedade, cultura e mudanças através dos séculos.


    “Os Románov se tornaram não só a própria definição de dinastia e imponência, mas também de despotismo, de uma parábola de loucura e arrogância do poder absoluto.
    Nenhuma dinastia, excluindo a dos césares, ocupa tal lugar no imaginário e na cultura populares, e ambas fornecem uma lição universal sobre como funciona o poder pessoal naqueles tempos e agora.

                 Mas, contudo, Os Románov, é um desse livros que apesar de alta qualidade, não atraem a todos os tipos de pessoas, se você gosta de enredos épicos, narrativas diretas, sem inclinações a conjecturas e floreios fantásticos, e não liga se é ficção ou não, o livro é para você, e lhe proporcionará uma ótima leitura, mas se você é um leitor mais inclinado a cultura pop, ficção e literatura fantástica, recomendo que pule para a próxima, pois é provável que se sinto bastante infeliz no meio do caminho.
                Espero que tenham gostado da sugestão.
                Perguntas, dúvidas, comentários são apreciados, embora a criatura que vos escreve demore uma pouco para responder.
                Até a próxima.

                Haidy – que no momento está tentando entender como uma mulher conseguia usar 15 mil vestidos. 

    20/04/2017

    A Verdade é Uma Caverna nas Montanhas Negras, de Neil Gaiman (Resenha)

    Olá, pessoal, tudo bem?

    Depois de todo o sucesso e vergonha das minhas primeiras contribuições, trouxe para vocês mais uma resenha, de outro livro bem curto (eu tenho de futuramente trazer alguma de um livro de mais de mil páginas, para vocês não pensarem que eu sou desses preguiçosos). Na realidade, “A Verdade é Uma Caverna nas Montanhas Negras” é um conto. Ele foi lido por Neil Gaiman em alguns eventos ao redor do mundo, e figurou na antologia de contos do autor Stories.

     Foto: acervo pessoal.


    Não bastasse Gaiman ser considerado um dos maiores pós-modernos vivos, ter uma prateleira cheia de prêmios por suas contribuições à literatura de fantasia, nessa edição ele se une a Eddie Campbel, um premiado autor de histórias em quadrinhos, para criar um híbrido entre o livro ilustrado e a graphic novel. O conto recebeu dois importantes prêmios de “Melhor Conto”, o Locus Award e o Shirley Jackson Award, e se só isso não for suficiente, ele já te segura no primeiro parágrafo, nos colocando em contato com esse personagem misterioso com muitos fantasmas no passado:

    “Indaga se sou capaz de me perdoar? Posso me perdoar por muitas coisas. Por onde o deixei. Por aquilo que fiz. Mas não vou me perdoar pelo ano em que detestei minha filha”.

     O enredo do livro é muito simples. Um anão percorre um longo caminho por uma Escócia medieval para encontrar Calum MacInnes, um famoso pirata aposentado. Ele espera que MacInnes o ajude em sua busca por uma caverna na Ilha das Brumas, onde se diz que existe um tesouro escondido para quem quiser buscar, em troca de uma parte de si que fica para trás ao sair de lá. O anão convence MacIness a acompanhá-lo em troca de uma bolsa de prata, e ambos seguem viagem em busca dessa caverna mágica e misteriosa, enquanto ambos vão conversando sobre a vida e nos entregando algumas verdades desconfortáveis ou encantadoras sobre cada um desses protagonistas.

    Neil Gaiman é um escritor tão talentoso que em poucas páginas e alguns diálogos já consegue nos transportar para aquele clima bucólico e sombrio medieval. Os diálogos travados entre os dois homens e com outros personagens que eles encontram no caminho remetem automaticamente a filmes de época, a personagens arcaicos e taciturnos como os saídos de Game of Thrones ou de livros do Bernard Cornwell. Colabora para o estabelecimento desse clima as ilustrações de Eddie Campbell, quase sempre em tons pastéis e escuros, colocando essas cores em destaque até em passagens em que a claridade predomina. Alguns dos diálogos se passam em balões, como quadrinhos, se misturando com o texto em prosa de maneira brilhante e natural, sendo impossível ler o texto apenas pela palavra escrita. Cada página do livro é uma obra de arte a parte, com ilustrações em tinta a óleo, com desenhos a lápis e até com colagens de pinturas e desenhos sobre fotos de paisagens:



    O enredo por vezes parece superficial, e conforme ele caminha nos parece previsível. Mas Gaiman não entregou um texto realmente fácil, o final traz uma revelação inesperada, mas coerente com o que ele propôs desde o começo da saga desses dois homens. Não é o destino que importa, é o caminho, é uma viagem de descoberta. Conforme o título nos entrega, a verdade é uma caverna nas montanhas negras, e essa busca pelos tesouros da caverna se reveste simbolicamente de uma busca pela verdade. Esses dois homens já viveram por tempo demais, viram coisas demais, mentiram coisas demais, e só pessoas que já viveram muito e intensamente - tanto o que a vida tem de bom quanto o que ela tem de ruim - podem suportar e entender o peso que tem a verdade e quais são as coisas às quais precisamos renunciar para conhecê-la.

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