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  • 18/09/2017

    Entrega especial, de Danielle Stell (resenha)

    Olá, leitores!

    Como vocês já devem saber, Danielle Stell é uma de minhas autoras preferidas. E como estava sentindo falta de ler algo dela, então "desenterrei" da estante o livro "Entrega especial", que comprei na feira do livro da minha cidade por R$ 5,00, a edição que tenho é da Altaya e da Record, foi publicada em 1997 e contém 197 páginas.

    Foto: arquivo pessoal
    A obra me chamou a atenção por ser um romance maduro, com personagens adultos (vejo poucos por aí, me indiquem alguns nos comentários). Amanda tem 50 anos e largou a carreira como atriz para se dedicar ao casamento e à família, ela se vê sem rumo após o falecimento do marido. É quando se aproxima de Jack, de 59 anos, que é pai do marido de sua filha e tem um trauma por conta do relacionamento com a mãe de seu filho, além de ter perdido o amor de sua vida. Mas Amanda sempre o enxergou como um rico rodeado de mulheres bonitas, enfim, um galanteador. Daí vai surgir um romance com muitas dificuldades, principalmente o fato de os filhos não aceitarem o relacionamento dos dois. 

    - Eu simplesmente não, eu não... eu sinto como se não tivesse o direito de fazer algo assim sem o Mattew... Que motivo eu teria para sair e pular de alegria? Para que devo aproveitar a vida? [...] Por que eu estou viva e ele não? É tão injusto. Por que isto tinha que acontecer? (página 33)
    Aos 59 anos, Jack Watson tinha tudo que sempre quiseram ter: um negócio que nunca parava de crescer  e de fazer dinheiro. 

    Foto: arquivo pessoal
    O interessante dos personagens é que ambos sofreram na vida amorosa e se ajudam a superar os traumas e a serem felizes. Vale ressaltar que são bem desenvolvidos, assim como os secundários e que seus problemas são de adultos, tais como trabalho e preocupação com a família, e têm inseguranças, ou seja, são humanos. Admiro muito quando um autor consegue construir personagens humanos: com qualidades e defeitos. Outro ponto positivo da obra é que ela te surpreende, há viradas na trama. O que me incomodou, não diria que foi na narrativa, e sim com os personagens, foi a atitude das filhas da Amanda, que, mesmo vendo a mãe feliz ao lado de um novo amor, não aceitaram e viraram a cara, diria até que é inveja  (não vou dar spoilers, mas lendo o livro dá a entender isso). 
    Concluo que Danielle Stell novamente não me decepcionou, é um romance bem construído e maduro. Para quem não conhece a autora, ela faz o estilo do Nicholas Sparks (que também adoro): clichê e meloso (amo!). Já leram? Pretendem ler? Já conheciam a autora? Comentem.

    04/09/2017

    Os feiticeiros, de Thaylane Ramos (resenha)

    Olá, leitores!

    Fazia tempo que não encontrava uma fantasia tão boa e que me despertasse a vontade de continuar lendo para saber o final. "Os feiticeiros" foi escrito pela brasileira Thaylane Ramos, publicado de forma independente em 2015, contém 295 páginas e o primeiro volume da série "entre mundos".

    Foto: arquivo pessoal

    A obra conta a história de quadro amigos: Alma, Ellen, Rodrigo e Jason, que dividem igualmente o protagonismo. Eles levam uma vida normal de adolescentes até a noite de formatura do ensino médio. Na festa, as meninas vão a uma cartomante que acerta tudo e no dia seguinte os quatro não lembram de nada, nem que se conhecem. Até que encontram um senhor, que lhes revela que são feiticeiros e então eles vão para Magic's House, uma escola de magia. Agora, você, caro leitor, deve estar pensando que já viu este enredo (pessoas que levam uma vida comum até descobrirem que tem poderes) em algum lugar, sim, eu também associei a Harry Potter (como fã é impossível não lembrar), pelo menos no começo da leitura, depois me habituei e me encantei com o universo criado por Thaylane Ramos, que por sinal, é bem distinto. A escola em nada lembra Hogwarts e ela mistura mitologia grega com feiticeiros de uma forma muito interessante, é nítida a pesquisa feita por ela para introduzir personagens como Zeus, Hades, entre outros.

    O mundo. Esta carta simboliza o poder que você tem de mudar o mundo, você poderá mudar o destino da vida de algumas pessoas, então tome cuidado a cada decisão que tomar, pois isso poderá mudar tudo.

    Outro ponto positivo é que os personagens são bem completos, tanto os protagonistas como os secundários, a parte física deles é bem descrita e a personalidade é muito bem trabalhada. Podemos diferenciar quem é quem só pelas atitudes tomadas, pois são bem distintos uns dos outros. Com referencia aos protagonistas: gostei muito das meninas (Ellen e Alma), adorei a cumplicidade que elas possuem. Não gostei de Rodrigo, mas acredito um personagem criado para que não tivesse o carinho do leitor. Sabe aquele personagem chato? Que se acha? Pois é, este é o Rodrigo.

    Droga... por que mesmo você é a minha melhor amiga? Talvez seja porque você é a única pessoa no mundo que me entende sem ter de te dizer uma única palavra, que saco!

    A história tem momentos de ação, aventura e até romance, considero completa e com os capítulos finais de tirar o fôlego: não conseguia parar de ler e tinha que saber como termina. Só senti falta de uma explicação mais detalhada da origem deles como feiticeiros, mas acredito que isso possa ser melhor trabalhados nos próximos volumes da série.
    Já leram? Pretendem ler? Gostam de fantasia? Comentem.

    01/09/2017

    Filme: Death note

    Olá, leitores!

    Primeiramente gostaria de esclarecer que sou uma fã do anime Death Note, então é inevitável eu não comparar ambas versões. Para quem não sabe do que se trata: Death Note é um caderno da morte, ou seja, quando é escrito o nome de uma pessoa nele, essa morre. Este caderno vai parar nas mãos de Light que resolve "fazer justiça" (entre aspas porque vai depender do seu conceito de justiça, mas o personagem acredita que sim), isto é, matar os criminosos. Bom, resumidamente é isso, para mais detalhes acesse. Vamos ao filme:

    Créditos: Netflix

    Uma das primeiras coisas que reparei foi que no filme este desejo de justiça não é esclarecido, no anime mostra que ele tinha tédio do mundo e queria mudar, esta questão é bem mais detalhada. Já na obra cinematográfica fica algo como: "achei um caderno da morte, posso usar para matar bandidos", assim do nada. Enfim, vamos a parte em que mais me incomodou: Mia (bem diferente da Misa do anime), Light mostra para ela que tem o poder de matar pessoas (já achei surreal acontecer isso, já que ele nem a conhecia direito) e ao invés dela fugir (alô! O cara mata pessoas! Alerta de maluco!) ela acha tudo lindo, excitante e resolve transar com ele.
    Aí você, leitor, se questiona: mas tudo é ruim neste filme? Para o seu alívio respondo: não. Eu gostei muito do Riuk, o deus da morte (shinigame), que acompanha o caderno. Achei fiel ao original e sinistro. A respeito do L, o detetive que vai investigar as mortes: embora não seja tão fiel quanto eu gostaria. Só para esclarecer: me refiro a algumas mudanças de personalidade do personagem e não a aparência física, os pontos positivos foram que mantiveram o jeito excêntrico de sentar (imagem abaixo) e o gosto por doces.

    Créditos: Netflix

    Acredito que se você, que assim como eu, é fã do anime, pode gostar se assistir com a mente aberta: há muitas mudanças, tanto de enredo, como de personagens. Se não ficar se prendendo ao original e tentar enxergar como algo novo, a trama nova é realmente interessante. Finalizo dizendo que: a Netflix não estragou o anime, ele está lá para quando quisermos rever.
    Já viram? O que acharam? Comentem. 
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